Todas as empresas eliminam produtos, não há dúvida. Em certas ocasiões, a resposta do público é mínima, enquanto em outras causa um verdadeiro rebuliço. O gigante de Redmond não é imune a isso, e inclusive existe um portal chamado Killed by Microsoft, que se encarrega de documentar todos os produtos e serviços assassinados pela Microsoft no passado. Alguns dos nomes que aparecem ali carregam muita história, e outros se qualificam como verdadeiras estrelas cadentes…
Algumas empresas avaliam com muito cuidado a interrupção de um serviço ou o cancelamento de um produto, mas depois há casos que vão ao extremo oposto. Um dos exemplos mais contundentes é o Google, que arrasta uma péssima reputação. Cada vez que Mountain View anuncia algo novo, a web responde com comentários do tipo «não vejo a hora de ver como eles cancelam isso em seis meses», e suas decisões não fazem mais do que perpetuar esse ciclo tóxico.
Por outro lado, a Microsoft costuma receber reclamações por não cancelar nada, e dar suporte a produtos que deixaram de ser populares anos atrás. No entanto… essa é uma verdade pela metade. O gigante de Redmond não hesitou em passar a foice, às vezes de forma traumática e disruptiva para os usuários. O portal Killed by Microsoft nos apresenta uma lista de produtos e serviços assassinados pela Microsoft até hoje, e a ocasional entrada programada para desaparecer. Vamos ver alguns casos famosos:
Zune
Devemos ser honestos aqui: as especificações dos reprodutores Zune eram qualquer coisa menos fracas. Mas a Apple apostou coração e alma na sua linha iPod, enquanto a Microsoft demonstrou uma séria falta de determinação e problemas de consistência em nível de hardware e software. Os reprodutores morreram em 2011, e os últimos serviços Zune baixaram a persiana em novembro de 2015.
Microsoft Lumia
A Microsoft não só desperdiçou uma boa oportunidade para se instalar como alternativa frente ao duopólio Android-iOS, mas também gastou uma fortuna no processo. O mais triste é que os dispositivos Lumia não eram ruins. Seu problema mais sério foi que desde o começo sofreram a falta de um ecossistema desenvolvido, e isso nos leva a…
Windows Phone
Quando o Windows Phone estava ficando interessante, a Microsoft decidiu anunciar o Windows 10 Mobile. A falta de atualizações para dispositivos populares (como o Lumia 520) somada ao abandono da plataforma por parte dos desenvolvedores, e a guerra declarada por algumas empresas (Google e Snapchat vêm à mente) arrancaram a alma do Windows Phone. Seu substituto, o Windows 10 Mobile, foi descontinuado em 2017 e declarado EoL em janeiro de 2020.
Microsoft Kin
Existem histórias ainda mais sombrias de produtos assassinados pela Microsoft no espaço móvel, e uma delas é o Kin. A ideia era lançar uma série de dispositivos especialmente voltados para jovens usuários de redes sociais, com diferentes contratos disponíveis sob a Verizon Wireless. Os telefones Kin duraram 48 dias no mercado. A Microsoft cancelou o lançamento europeu, interrompeu a produção e se desfez das unidades restantes como feature phones.
Microsoft Encarta
O desaparecimento da enciclopédia Encarta nos atingiu mais de perto porque basicamente crescemos com ela. Foi uma aventura fabulosa de 16 anos, mas em 2009 a Microsoft reconheceu que a forma de buscar informação havia mudado completamente. Tecnicamente, os 62.000 artigos disponíveis na Encarta estavam atrás de um paywall, enquanto a Wikipedia já oferecia quase três milhões de artigos livres e gratuitos.
Microsoft Kinect
Bicho raro se houve, o Kinect encontrou maior popularidade em laboratórios e outros espaços de experimentação do que em nossas salas de estar. A Microsoft confirmou em outubro de 2017 que as unidades do Kinect deixariam de ser fabricadas, e sua retirada formal se materializou no início de 2018. No entanto, a Microsoft não terminou de mãos vazias: o Kinect foi um sucesso em termos de acessibilidade, e o feedback recebido deu origem à criação do excelente Xbox Adaptive Controller.
Windows Movie Maker
Boo Microsoft, boo! Windows Movie Maker foi a primeira experiência em edição de vídeo para milhões de usuários, e apesar de suas limitações técnicas, não são poucos os que se descobrem sentindo falta de sua simplicidade. O Movie Maker passou pela guilhotina em janeiro de 2017 e foi substituído pelo editor de vídeo no Microsoft Photos.
PixelSense
Talvez alguns de nossos leitores o lembrem melhor como o Surface original. A Microsoft mostrou até a exaustão essas mesas interativas que nos fizeram sonhar com fabulosas partidas de RPG, embora seu objetivo sempre tenha sido o uso comercial. A Microsoft nunca interrompeu o uso da marca PixelSense, mas a tecnologia agora existe sob a família Surface como Surface Hub.
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