Em 14 de outubro, o The New York Times informou que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva havia protocolado uma queixa contra a Meta na Justiça Eleitoral no sábado anterior. A campanha acusa a empresa de reduzir a visibilidade de conteúdos favoráveis a Lula e beneficiar Flávio Bolsonaro; a Meta nega atuar para prejudicar ou favorecer candidaturas. O segundo turno entre os dois estava marcado para 25 de outubro de 2026.

Quais problemas a campanha apontou

Segundo o The New York Times, representantes da campanha e grupos de monitoramento alegaram que resultados de busca deixavam de exibir ativistas progressistas, que vídeos críticos a Flávio Bolsonaro tinham sido removidos sem explicação e que publicações pró-Lula alcançavam menos pessoas.

A Europa Press relatou também que o perfil oficial de Lula não conseguiu impulsionar publicações. O PT ainda alegou uso enviesado do Meta AI.

O que o TSE pediu à Meta

A AFP informou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu à Meta 48 horas para esclarecer se reduziu o alcance de publicações da campanha, detalhar as medidas aplicadas a cada perfil oficial de Lula e explicar irregularidades nas métricas de vídeo.

A resposta da Meta

A Meta negou que seus sistemas operem para prejudicar ou favorecer candidaturas e atribuiu alguns dos problemas relatados a falhas técnicas ou erros não intencionais. À AFP, a empresa disse que muitos dos problemas técnicos citados também afetaram outros locais ou contas além do Brasil e da campanha de Lula.

Planos de mobilização internacional

Éden Valadares fala sobre a reunião planejada com observadores internacionais e outras medidas em estudo.

O El Mundo informou que Lula orientou o PT a levar a denúncia à Organização dos Estados Americanos (OEA). Em vídeo publicado pela SBT News em 14 de outubro, Éden Valadares, secretário de comunicação do PT, disse que a campanha planejava se reunir com observadores internacionais que acompanhavam a eleição e estudava outras medidas para mobilizar a comunidade internacional além da queixa judicial.