A Sega lançou o Master System na tentativa de competir com a Famicom/NES, mas não conseguiu conter sua adoção em massa no Japão e nos Estados Unidos. No entanto, o console se tornou muito popular no Brasil, na Europa e em outras regiões PAL. Isso significa que há muitos Master System por aí, e com mais de 35 anos nas costas, é provável que precisem de alguns reparos. Tito do canal Macho Nacho Productions nos explica o que fazer se um Master System não liga corretamente…
Quando o Sega Master System começou sua aventura no Japão (outubro de 1985), a Nintendo lançou seu NES nos Estados Unidos. Se somarmos os dois anos que a Famicom já estava disponível no mercado japonês (julho de 1983), não há dúvidas de que o futuro do Master System estava em outras regiões. Assim chegou à Europa, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul (recentemente falamos sobre o Samsung Gam*Boy) e Brasil, um mercado que dominou por completo graças à licença adquirida pela Tectoy.
Dependendo da região e versão, um Master System hoje tem mais de 35 anos. Quedas, umidade, mudanças de temperatura, estresse nos conectores e até uma fonte de alimentação com valores incorretos podem causar danos. Dito isso, Tito do canal Macho Nacho Productions recebeu um Master System como doação e, com um teste rápido, confirmou que ele não liga.
Reparando um Sega Master System que não liga
Tito explica que os pontos a verificar dentro do console são três: o conector de alimentação (que pode terminar com soldas quebradas, ou pior, danos na PCB), o próprio interruptor de ligar e o regulador de tensão. Na configuração padrão, o Master System usa uma fonte de 9 volts, que “caem” para 5 volts com a ajuda de um clássico 7805. Se o regulador for danificado por algum motivo, o console nunca receberá a energia de que precisa.
De fato, após descartar falhas no conector de alimentação e no interruptor, Tito verificou que o regulador original do console havia sucumbido. Em teoria, sua substituição é tudo o que o Master System precisa para voltar à vida (pode ser um 7805 ou outro equivalente compatível), mas Tito não hesitou em ir além. Primeiro, removeu os capacitores eletrolíticos (que não deixam de ser tão antigos quanto o console) e depois lavou a PCB com um limpador ultrassônico.
O restante dos detalhes é essencialmente estético. A carcaça ainda tinha um dos protetores frontais e foi muito difícil removê-lo. Para os arranhões mais sérios, Tito usou uma combinação de Novus e protetor 303, restaurando a aparência em grande medida. O resultado final é excelente, e esse Master System certamente funcionará por muitos anos mais.