Nunca acreditei que diria isso, mas a Intel precisa de boas notícias. A surra que o mercado lhe deu foi histórica, sua situação econômica está longe de ser a melhor, e seus concorrentes diretos estão oferecendo produtos muito interessantes. Na verdade, os novos chips Qualcomm e a possibilidade de executar Windows em ARM representam um grande problema para a Intel, e sua resposta oficial chega através da nova série Core Ultra 200V. O que ela promete? Uma autonomia muito superior em laptops, sem as limitações de compatibilidade que surgem com a emulação x86.

Core Ultra 200V: A resposta da Intel ao avanço da ARM
Intel Core Ultra 200V

«Windows em ARM». Não é mais um delírio febril da Microsoft, baseado em chips a meio cozidos e com suporte duvidoso. O Qualcomm Snapdragon X Elite não é nenhuma bala de prata, mas sua combinação com Windows 11 coloca na mesa um ambiente aceitável para realizar muitas tarefas básicas. Se a isso somarmos as vantagens de autonomia associadas a essa arquitetura, a pergunta é: o que a Intel vai fazer a respeito?

Concedido, a Intel passou muito mal nas últimas semanas, mas não pode ficar de braços cruzados. Tudo o que precisa é apresentar uma opção competitiva (tanto em preço quanto em desempenho), com uma autonomia similar ou superior à da Qualcomm. Essa opção chega através da nova família Intel Core Ultra 200V, que além de otimizar a duração da bateria, também inclui melhores gráficos e processadores neurais para a certificação Copilot+.

Intel Core Ultra 200V: Bem-vindos a Lunar Lake

Core Ultra 200V: A resposta da Intel ao avanço da ARM
«O Mito da Bateria». A Intel decidiu ir para a guerra, e 20 horas com x86 não soam nada mal...

Sem muitas surpresas, a Intel busca atacar de frente a autonomia que possuem os equipamentos ARM. Ao usar o mesmo chassi e a mesma bateria com o mesmo OEM, um Intel Core Ultra 7 268V registra 20.1 horas sob UL Procyon, contra 18.4 horas do Qualcomm X1E-80-100. No entanto, a Intel reconhece que seu chip está duas horas atrás da solução da Qualcomm (10.7 vs. 12.7) quando se trata de uma sessão de Microsoft Teams 3x3. As chaves? Integração da RAM no mesmo pacote do processador, e a fabricação da TSMC. Em teoria, Lunar Lake sobe ao ringue... e é um bom começo.

Core Ultra 200V: A resposta da Intel ao avanço da ARM
Todos os modelos disponíveis

Se analisarmos de perto a lista de SKUs disponíveis, encontramos basicamente duas categorias: Os Intel Core Ultra 5 com 8 MB de Smart Cache, vídeo Intel Arc 130V (sete núcleos) e um NPU de 40 TOPS, e os Intel Core Ultra 7 e 9, que possuem uma memória Smart Cache estendida para 12 MB, vídeo Intel Arc 140V de oito núcleos, e um NPU que oscila entre 47 e 48 TOPS. Em todos os casos, sua configuração é 4P/4E/8T (quatro núcleos de desempenho, quatro de eficiência, e oito threads), com frequências base de 3.5-3.7 GHz, e um Turbo que sobe para 5.1 GHz no modelo mais avançado.

Core Ultra 200V: A resposta da Intel ao avanço da ARM
A Intel não ia ficar calada aqui: Além de ser mais rápida em jogos (não há overhead de tradução x86), também destaca aqueles títulos que diretamente não funcionam em ARM

Em resumo, os slides oficiais da Intel são nossa única fonte até aqui, e cada uma de suas declarações deverá ser submetida ao fogo dos benchmarks, mas a espera não se estenderá por muito: Os primeiros equipamentos chegarão aos seus pontos de venda em 24 de setembro.

Fonte: Ars Technica