A CrowdStrike teria atribuído à VAPOR PANDA, grupo descrito como ligado à China, uma campanha com o framework ARTEX e o modelo de IA DeepSeek. A operação teria começado em 17 de outubro de 2026, durado 11 dias e mirado mais de 200 organizações em pelo menos 14 países. Segundo relatos publicados em 30 de outubro, a empresa confirmou atividade pós-exploração em nove organizações.
Alvos e atividade confirmada são números diferentes
As mais de 200 organizações correspondem aos alvos relatados para a campanha. Além das nove com atividade pós-exploração que a CrowdStrike teria confirmado, pelo menos outras 12 teriam enfrentado varredura de credenciais ou pulverização de senhas. Essas ações não foram descritas como casos confirmados de atividade pós-exploração.
Atividade pós-exploração são ações realizadas depois que um invasor obtém acesso a um sistema. A diferença entre os números ajuda a separar o alcance da operação dos casos em que a CrowdStrike teria identificado atividade após uma invasão.
ARTEX teria usado DeepSeek com supervisão humana
ARTEX foi descrito como um framework de código aberto que coordena um agente principal com agentes de planejamento e de trabalho. Eles compartilhariam objetivos e descobertas. A CrowdStrike teria identificado DeepSeek como o modelo principal, junto de outro modelo comercial por assinatura cuja identidade não foi informada.
A operação não foi descrita como autônoma: transcrições recuperadas teriam registrado instruções em chinês de um operador humano e intervenções em pontos importantes da tomada de decisão. Em uma única intrusão, agentes de planejamento teriam processado cerca de 1,4 bilhão de tokens de entrada.
A NeoTeo já abordou outras campanhas com agentes de IA, um contexto distinto da operação atribuída à VAPOR PANDA.
BLOODALCHEMY já era conhecido publicamente
A CrowdStrike teria identificado a implantação do backdoor BLOODALCHEMY em duas organizações. O malware já havia sido documentado publicamente em outubro de 2023, enquanto ARTEX foi descrito como um framework de código aberto. A campanha relatada, portanto, envolveu o uso dessas ferramentas, não a primeira divulgação pública de BLOODALCHEMY.
Medidas de defesa atribuídas à CrowdStrike
Entre as recomendações atribuídas à CrowdStrike estão rotacionar chaves de assinatura, chaves de pré-autenticação e credenciais de serviço quando houver suspeita de exposição; validar assinaturas SAML; exigir IMDSv2; limitar permissões de execução de comandos na nuvem às instâncias que precisam delas; corrigir sistemas expostos à internet; e manter detecção e resposta em endpoints.