A guerra dos navegadores esfriou consideravelmente nos últimos meses, mas a Microsoft ainda tem muita vontade de trocar tiros. A empresa voltou a defender o seu navegador Edge, e o ponto de ataque favorito em Redmond é o desempenho da bateria. Com a instalação do Creators Update, os usuários do Edge no Windows 10 podem obter mais de três horas adicionais em comparação com o Google Chrome, enquanto a diferença em relação ao Firefox é de cinco horas e meia.
O dia 11 de abril já passou, e boa parte dos usuários do Windows 10 deve ter recebido o Creators Update, a menos que tenha optado por uma atualização manual antecipada. Um dos elementos que a Microsoft quer revitalizar com este upgrade é o seu navegador Edge, que continua estagnado e abaixo dos cinco por cento de participação. Pessoalmente, admito que ele não funciona mal, mas há outros detalhes que jogam contra. O suporte a extensões chegou muito mais tarde do que o esperado, a dependência da Windows Store afasta muitos usuários e, infelizmente, ele carrega a herança do Internet Explorer, que ainda assim lhe leva cinco pontos de vantagem. Qual é a estratégia da Microsoft? A palavra-chave é bateria.
https://www.youtube.com/embed/2wOz9MuwERsDe acordo com a letra pequena deste benchmark, a Microsoft pegou três Surface Book com Windows 10 Creators Update, instalou o Chrome 57 e o Firefox 52, e desativou vários itens para maximizar a autonomia em todos os sistemas, incluindo som, GPS, Bluetooth e sensor de luz. O brilho da tela ficou em 75 por cento, e as atualizações foram bloqueadas temporariamente, assim como as notificações, com a ajuda do Quiet Hours. O vídeo (38 minutos, publicado no Vimeo) foi colocado em loop e continuou até os três computadores desistirem.
O Firefox resistiu por 7 horas, 4 minutos e 19 segundos. O Google Chrome foi um pouco mais longe, com 9 horas, 17 minutos e 3 segundos. Logicamente, o vencedor do benchmark foi o Microsoft Edge, com 12 horas, 31 minutos e 8 segundos.
Os dados da Microsoft sugerem que o Edge consome 31% menos energia que o Chrome e 44% menos que o Firefox, especialmente nos níveis de CPU e GPU. Apesar de parecer bom, é preciso insistir na necessidade de testes independentes. A Microsoft controla o software, o hardware, o ambiente e os parâmetros secundários. O uso do Vimeo também implica uma potencial diferença de codecs e de aceleração. Esperamos que alguém consiga reproduzir o benchmark em outras condições para determinar se a vantagem do Edge se mantém.