O conflito entre os buscadores BitTorrent e as autoridades continua tão firme quanto sempre. Os falcões do copyright comemoram vitória toda vez que nocauteiam um desses portais, mas em questão de dias surgem dois ou três novos sites substituindo o buscador perdido. Durante anos, tem-se tentado descentralizar a exploração de conteúdo no BitTorrent, e o último exemplo é um projeto chamado Magnético. A ideia é usar DHT para gerar um índice local, o que por sua vez elimina qualquer possibilidade de bloqueio.
Os principais clientes BitTorrent podem ser baixados sem problemas. The Pirate Bay funciona perfeitamente, além do ocasional bloqueio por provedores locais e um pouco de downtime. No ano passado, houve uma série de ações muito importantes contra os buscadores. Localizar torrents não se tornou impossível, mas sim um pouco mais difícil para muitos usuários ao redor do globo, e isso reforçou a ideia de descentralização. Um dos programas mais populares que apostam em cortar sua relação com os índices tradicionais é o Tribler, embora ainda precise melhorar sua otimização. No entanto, nos últimos dias começou a circular um novo nome: Magnético.
Como funciona o Magnético?
Infelizmente, não podemos fornecer detalhes avançados sobre como esse cliente funciona porque seu código está em estágio pré-alfa, e nem sequer oferece um binário compatível com Windows. O que sabemos chega através de seu programador, um jovem turco chamado Bora Mert Alper. Magnético (tecnicamente magnetico com minúscula e sem acento) segue o caminho do AlphaReign e se apoia em DHT (Distributed Hash Table) para apresentar resultados. A grande diferença é que o índice gerado pelo Magnético é privado, local e pessoal, sempre sob controle do usuário. A única forma de impedir seu uso seria atacando a própria capacidade de download, ou seja, interrompendo o acesso à internet ou aplicando throttling. No final das contas, não há nada que se possa “fechar”.
Uma faca de dois gumes
Agora, o Magnético é algo como uma espada de dois gumes. Ter um índice local soa muito tentador, mas o software não conta com filtros, portanto, o índice poderia acabar cheio de conteúdo muito delicado e controverso (pornografia infantil é um dos exemplos citados na página oficial). Imagino que no futuro isso possa ser implementado de algum modo. Por enquanto, seguiremos esperando pelos binários.