As impressoras matriciais deixaram uma marca permanente em nossas mentes. Elas são rápidas, eficazes, caprichosas e barulhentas até a medula. Tudo o que esperamos delas é que coloquem texto no papel e não saiam voando pelos ares, mas o que acontece quando a ideia é fazer outra coisa além de imprimir? O canal Midi Desaster no YouTube decidiu explorar o potencial musical das impressoras matriciais, e os resultados são formidáveis.
Não tenho nenhum apreço por impressoras, já disse isso várias vezes. Elas traem o usuário nos momentos mais críticos, os erros são frustrantes, os reparos quase impossíveis, e a tinta é mais cara que sangue de unicórnio. Uma (possível) exceção está no território das impressoras matriciais. Há muitos cavalos de batalha por aí imprimindo como se fosse o primeiro dia após décadas de abuso, embora o ruído e a baixa resolução de impressão exijam toda a nossa paciência. Não, as impressoras não são perfeitas, e se considerarmos a vontade dos fabricantes, jamais serão. Agora, e se as deslocarmos do seu papel principal? O que pode fazer uma impressora matricial... quando não imprime?
Impressoras matriciais e música
A resposta é música. Muito boa música, aliás. O canal Midi Desaster no YouTube tem um total de 28 vídeos em que uma impressora AEG Olympia NP 80-24 funciona como geradora de som MIDI. O trabalho pesado fica a cargo de um Atmega8 (que administra as mensagens MIDI recebidas) e um FPGA (Xilinx Spartan-3E, para ser mais preciso) que manipula o conjunto motores-cabeçote-pinos-papel. Tudo isso está ligado a um computador, mas, se necessário, é possível conectar um teclado diretamente e tocar ao vivo.
Bach, Mozart, Queen, Roxette, Muse, Robbie Williams, os temas de Doctor Who e Benny Hill, a música de Doom e Duke Nukem 3D... até Macarena aparece na lista! Midi Desaster não deixou pedra sobre pedra. Infelizmente, já faz muito tempo desde a última atualização no canal, mas isso não reduz a qualidade do material já disponível. Entrem e aproveitem.