Problema clássico, evidente, inevitável se se quiser: os dois capacetes virtuais mais poderosos do mercado exigem uma conexão física ao computador, limitando em grande medida a experiência do jogador. Todas as empresas envolvidas apontam para soluções sem fio para as próximas gerações, mas o atalho imediato não é outro senão colocar um computador portátil e várias baterias em uma mochila. Essa é exatamente a proposta da MSI com seu novo sistema VR One, baseado em chips gráficos Nvidia Pascal.

MSI VR One: outra mochila-PC para
MSI VR One

Outra vez passa pela minha cabeça aquele sujeito que andava todo "conectado" pela rua na série de anime Serial Experiments Lain. A primeira vez foi durante o anúncio do Zotac VR Backpack, um computador-mochila pensado para conectar seja um HTC Vive ou um Oculus Rift. Todos concordamos que a primeira geração da realidade virtual não tem como prioridade fornecer recursos sem fio. É claro que existem capacetes que usam smartphones, e isso elimina qualquer elo físico com um computador, mas as diferenças de qualidade podem ser muito grandes. Hoje em dia, o Rift e o Vive precisam de muito mais do que cabos. Ambos os capacetes devem estar acompanhados de verdadeiros reatores nucleares, e colocar tamanha quantidade de hardware em uma mochila, bem... basta dizer que é um desafio interessante.

MSI VR One: outra mochila-PC para
Nada mau... exceto por esses 90 minutos

Especificações do VR One

Quem decidiu enfrentá-lo é a MSI com o recente anúncio do seu VR One. Ao contrário do que vimos no produto da Zotac, a mochila inteira atua como uma "carcaça" para o computador. Infelizmente a MSI não revelou as especificações exatas, mas sabemos que no total a mochila pesa cerca de 3,6 quilogramas, suas duas baterias são modulares e fáceis de substituir, os gráficos baseiam-se na nova série 10 de placas Nvidia com arquitetura Pascal, possui uma porta HDMI, uma porta mini DisplayPort, suporte Thunderbolt 3 (com um conector tipo C), e quatro portas USB 3.0. Graças a um complexo sistema de refrigeração e duas ventoinhas de nove centímetros, o VR One se mantém a uma temperatura aceitável com um ruído abaixo de 41 decibéis.

A pegadinha dos 90 minutos

Toda essa informação nos leva à inevitável "onde está o truque?". O truque é que mesmo com duas baterias integradas, o VR One oferece uma autonomia de 90 minutos. A MSI confirmou que o VR One foi especialmente otimizado para o HTC Vive, mas se funciona apenas uma hora e meia, creio que a empresa tem outras prioridades. A mochila fará presença no Tokyo Game Show 2016, que se não me falham os cálculos, abrirá suas portas para a imprensa na quinta-feira, e para o público no próximo sábado.

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