A ação atualizada de Nova York contra o TikTok, tornada pública em 7 de outubro de 2026, alega que a plataforma deixou um grupo que incluía menores sem o recurso Algo Refresh em um teste que teria começado em 2021. A acusação diz que o grupo reunia cerca de 15 milhões de usuários nos Estados Unidos, ou 10% dos usuários do país.
O que a ação alega sobre o Algo Refresh
A ação atualizada da procuradora-geral de Nova York, Letitia James, afirma que o TikTok comparou usuários que tinham acesso ao Algo Refresh com outros que não receberam o recurso. O objetivo alegado era avaliar diferenças de comportamento, inclusive no tempo passado na plataforma.
O Algo Refresh é apresentado como um recurso que redefine as recomendações: limpa curtidas e interações anteriores e retoma o feed com conteúdo popular e geral. Para o grupo descrito na ação, a ferramenta teria sido retida durante a comparação.
O alcance relatado do teste
A acusação situa o início do teste em 2021 e estima em cerca de 15 milhões o número de usuários dos Estados Unidos que não receberam o recurso. Esse total é descrito como 10% dos usuários do país. Menores estariam entre as pessoas afetadas pelo teste, segundo a ação.
A resposta do TikTok
O TikTok teria reconhecido em um documento judicial que houve um experimento, mas contestou a alegação de que os testes tornaram a experiência menos segura. A empresa também explicou que testa produtos e recursos para avaliar seu funcionamento e entender como se comportam no uso real.
O adolescente mencionado na ação
A ação relaciona um adolescente do grupo à exposição a conteúdo sobre automutilação e suicídio e à sua morte por suicídio. Essa é uma alegação da ação, não uma conclusão judicial de que o teste causou a morte.
A NeoTeo já publicou uma cobertura separada sobre a alegação de uma versão placebo do Algo Refresh. Ela trata de uma alegação distinta da retenção do recurso descrita no teste iniciado, segundo a ação, em 2021.