Acessar a um serviço de VPN é uma das principais opções que o usuário tem para ganhar um pouco de privacidade enquanto navega, ao mesmo tempo que evita as absurdas restrições geográficas de muitos portais. Em geral, uma conexão VPN robusta exige um pequeno investimento mensal, mas a galera da Opera decidiu integrar um VPN próprio no navegador, baseado nos recursos da empresa SurfEasy, que adquiriu há pouco mais de um ano.
Por que usar um VPN?
Privacidade, censura e bloqueios geográficos são três razões válidas para contratar um serviço de VPN. Digo "contratar" porque, a longo prazo, as opções comerciais tendem a oferecer uma experiência superior, mas o VPN em si também não é uma solução mágica para nossos problemas. O usuário precisa adaptar sua forma de navegar se quiser tirar o melhor do VPN, o que implica ter um pouco de cuidado com o tráfego que gera. Apesar desses detalhes, a demanda por um VPN gratuito é alta. A sensação é que essa tecnologia já deveria ser parte integral da nossa navegação diária, e é nessa direção que aponta a galera da Opera, com um novo serviço de VPN gratuito e ilimitado na versão mais recente do navegador destinada a desenvolvedores.
Como ativar o VPN
Ativar o VPN é muito simples: basta marcar a caixa correspondente na seção de privacidade do navegador. Quando as conexões aos diferentes sites são feitas por meio do VPN, o usuário verá um pequeno ícone ao lado do endereço URL, e se clicar nele acessará as três opções disponíveis de servidores (Estados Unidos, Canadá e Alemanha), além de receber informações detalhadas sobre a largura de banda consumida. A tecnologia VPN da Opera chega graças à aquisição da SurfEasy, confirmada em março do ano passado. Na hora de evitar bloqueios geográficos, notamos que o VPN da Opera funciona bem em sites como Hulu, mas ficou no meio do caminho quando tentamos carregar o Pandora (isso pode variar).
Os asteriscos do serviço
Agora, é necessário destacar alguns pontos que podemos considerar como "asteriscos" no histórico desse novo VPN. Em primeiro lugar, a SurfEasy está sediada no Canadá, e sua política de privacidade (ainda que anuncie o contrário) autoriza a criação de diferentes logs temporários. Em segundo lugar, o suporte do VPN é limitado ao tráfego web do navegador; portanto, tudo o que opera "fora" desse tráfego ficará exposto. E em terceiro lugar, a versão para desenvolvedores do Opera está vazando solicitações WebRTC, algo que pode expor nosso endereço IP real mesmo usando um VPN. O problema não é exclusivo do Opera, mas se estende a outros navegadores baseados em Chromium; no entanto, existem várias extensões que cobrem esse buraco. Para finalizar, lembrem-se: este build do Opera tem o perfil de um alfa. Não façam nada crítico nele.