Os aplicativos de VPN para Android são inseguros
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Conhecemos muito bem os benefícios associados a uma VPN, mas sua segurança é tão sólida quanto a honestidade do provedor. Dito isso, quão robustos são os aplicativos móveis de VPN para Android? De acordo com um grupo de pesquisadores de quatro instituições internacionais, devemos ter muito cuidado. Além de deixar o usuário desprotegido, alguns deles estão usando malware para rastrear sua atividade, solicitam permissões excessivas e interceptam tráfego TLS, entre outras coisas.

O fato de um software não cumprir o que promete e ir exatamente na direção contrária é um dos maiores atos de traição que um usuário pode sofrer. Depositamos nossas vidas digitais nesses aplicativos, mas há muitos elementos sem escrúpulos por aí que se disfarçam de protetores, quando na verdade são o oposto. Um dos exemplos mais contundentes é o que acontece com os aplicativos de VPN para Android. O Google lançou a edição 4.0 Ice Cream Sandwich em outubro de 2011, e vários desenvolvedores aproveitaram a presença do módulo nativo de VPN no sistema operacional para criar clientes. Se fizessem um bom trabalho, provavelmente estaríamos recomendando algum deles, mas, de acordo com um estudo criado pela CSIRO australiana, pela Universidade de Nova Gales do Sul, pelo ICSI americano e pela Universidade da Califórnia em Berkeley, precisamos tomar a maior distância possível desses aplicativos.

Os aplicativos de VPN para Android são inseguros
Permissões ridículas, rastreadores integrados, alertas no VirusTotal... que tipo de VPN são essas?

De um total de 283 aplicativos de VPN analisados, mais de um terço (38%, para ser exato) apresentou pelo menos uma identificação positiva de malware, seja trojans, adware ou spyware. Os 67% dizem oferecer mecanismos de segurança à altura de uma VPN tradicional, mas a verdade é que 75% desses 67% contam com um rastreador integrado desenvolvido por terceiros, e a isso devemos somar que 82% solicitam permissões de acesso a material privado, como contas de usuário e mensagens de texto. Espere, fica ainda pior: 18% dos aplicativos não aplicam nenhum tipo de criptografia. 84% não passam tráfego IPv6 por seus túneis, e 66% cometem a mesma infração com o tráfego DNS. 18% não informam ao usuário sobre a entidade responsável pela hospedagem do servidor VPN, e 16% basicamente apelam para P2P com o objetivo de redirecionar tráfego entre seus usuários.

Infelizmente, o estudo não inclui a lista completa de aplicativos processados, mas nos dá informações suficientes para concluir que a grande maioria deles não vale a pena. Outra sugestão dos pesquisadores é que o Google precisa reavaliar seu modelo de permissões VPN, já que colocam os usuários em risco. Alguns dos aplicativos registram mais de um milhão de downloads na loja...

Acesse o estudo: