Devido à enorme quantidade de componentes, configurações especiais, drivers e sistemas operacionais, essa pergunta se torna quase automaticamente uma das mais difíceis de responder. No entanto, com as ferramentas adequadas é possível revelar alguns detalhes muito importantes. Por exemplo: qual é o papel do hardware nessa perda de desempenho? Graças a uma excelente oportunidade, o LinusTechTips fez uma comparação entre uma GeForce GTX 480 castigada durante mais de meia década, e outra extraída de sua caixa, intacta.
Você sente que seu computador está se "arrastando" um pouco? Não se preocupe, todos já passamos por isso. Com o passar dos anos, aprendemos a aceitar isso como inevitável, mas no fundo fica essa dúvida...
Por que um PC perde desempenho?
Mesmo com sessões maratônicas e quase obsessivas de manutenção, o usuário luta em uma guerra perdida, e aqueles que não possuem conhecimento ou paciência para tentar corrigir essa situação, decidem cortar o mal pela raiz e adquirir novo hardware. Agora, qual é a responsabilidade do hardware? Podemos falar sobre uma "degradação sustentada" dos componentes?
Essa ideia surge de forma especial no caso das placas de vídeo, quando são enviadas aos principais meios especializados com o objetivo de publicar seus resultados de benchmark. O fato de algumas placas serem enviadas de volta e depois transferidas para novos portais que apresentam benchmarks adicionais sugere a possibilidade de um "desgaste", ou seja, que a placa não renda no quinto ou sexto estudo de desempenho o mesmo que no primeiro, devido ao castigo que sofreu.
A maneira mais lógica de comprovar isso é comparar uma peça de hardware amplamente utilizada durante vários anos, e uma idêntica que jamais tenha sido instalada em um computador. Com isso em mente, LinusTechTips conseguiu pôr as mãos em uma GeForce GTX 480 NIB (new-in-box) que a galera da EVGA enviou. A GTX 480 foi lançada no mercado em março de 2010; portanto, um margem superior a seis anos deveria ser mais que suficiente para determinar se essa degradação sustentada do hardware existe ou não.
A "nova" GTX 480 se enfrentou a uma placa gêmea de referência usada sem piedade em benchmarks e jogos. Crysis 3, 3DMark 11, Batman: Arkham Origins e GTA V foram as ferramentas aplicadas na comparação das duas placas, e a conclusão é... que não há degradação.
O uso não degrada o desempenho
Assim é: apesar da enorme diferença em atividade, e variáveis como exposição ao calor e o estresse de múltiplas instalações físicas, as duas GTX 480 terminaram virtualmente empatadas nos benchmarks, com diferenças de um quadro por segundo que caem dentro da margem de erro. Se o fabricante faz sua tarefa (com isso me refiro a "não fazer trapaça", substituindo componentes por outros de menor custo), o ponto mais crítico de uma placa de vídeo é seu sistema de refrigeração, pois possui partes em movimento.
Após um tempo suficientemente longo, as falhas serão inevitáveis para ambas as placas, mas serão falhas espontâneas e imediatas (travamentos, artefatos ou erros de renderização), e não algo que se possa medir em um benchmark. Diferente é a história nos discos rígidos e armazenamento em estado sólido, cuja degradação é mais evidente graças ao sistema S.M.A.R.T.
No entanto, compartilho a conclusão a que chega o vídeo: o principal responsável pela perda de desempenho em um computador tende a ser o software, seja bloatware, maus drivers, malware, excesso de processos em segundo plano, ou atualizações que não foram otimizadas adequadamente. Em resumo: Menos é mais.