Em 26 de outubro de 2026, reportagens sobre a parceria entre Springer Nature e Google DeepMind informaram que um protótipo de assistente de IA para revisão científica estava em teste. A ferramenta pretende ajudar pareceristas a examinar manuscritos, textos, gráficos e figuras; os parceiros dizem que o julgamento de especialistas continuará no centro da avaliação.
O que o assistente pretende fazer
A proposta é ajudar pareceristas a percorrer manuscritos complexos e identificar pontos que merecem análise mais atenta. O sistema foi concebido para examinar grandes volumes de texto, além de gráficos e figuras. Essas são funções previstas para o protótipo, não resultados de desempenho divulgados.
Na revisão por pares, especialistas avaliam o trabalho de outros pesquisadores antes de sua publicação. A assistência descrita pode ajudar a localizar inconsistências verificáveis e questões técnicas, mas decisões sobre a novidade ou a relevância científica dependem de julgamento especializado.
Como o protótipo foi desenvolvido
Os relatos descrevem o uso de modelos Gemini e do Agent Development Kit (ADK), kit de desenvolvimento de código aberto do Google. O protótipo operava no ambiente privado Gemini Enterprise da Springer Nature. Os parceiros também afirmaram que o conteúdo usado no desenvolvimento e nos testes permanece na infraestrutura segura da Springer Nature.
A pergunta sobre uso obrigatório tem uma resposta mais limitada: a cobertura publicada em 26 de outubro descreveu o protótipo em teste, sem anunciar um cronograma para implantação mais ampla. Ela não relatou uma exigência de uso pelos pareceristas.
O que outras pesquisas indicam sobre IA na revisão científica
Em uma entrevista publicada em 25 de março de 2026, o cientista da computação James Zou, da Universidade Stanford, avaliou que a IA tende a ser mais forte na identificação de inconsistências objetivas e verificáveis e de problemas técnicos do que em julgamentos subjetivos sobre novidade ou importância. Essa avaliação trata da IA em geral, não do protótipo da Springer Nature e do Google DeepMind.
A Stanford HAI também relatou um experimento separado, no qual pareceristas humanos receberam assistência de IA em cerca de 20 mil avaliações. A instituição informou que um experimento da ICLR encontrou melhora na qualidade das avaliações e no engajamento dos pareceristas. Esses resultados pertencem a estudos distintos da parceria entre Springer Nature e Google DeepMind.