RAD-Doom: Jogando Doom em um Commodore 64
Jogando Doom em um Commodore 64

Não, a ideia não é exatamente nova: se você procurar algo como “Doom C64” no Google, rapidamente encontrará várias iniciativas que reúnem esses dois clássicos inesgotáveis, mas o que temos aqui hoje é diferente. Graças a um cartucho de expansão conhecido como RAD e ao projeto RAD-Doom, os entusiastas do Commodore 64 e 128 agora podem jogar a demo do Doom usando boa parte do hardware original, incluindo o mouse 1351.

Tijolos Lego, o Bloco de Notas, uma BIOS, telefones de linha... para o Doom, qualquer coisa é compatível se formos corajosos o suficiente. Mais cedo ou mais tarde aparecerá um hack, mod, port, adaptação ou conversão que estende a caçada infernal do Doomguy. Os computadores clássicos não são exceção, e o primeiro em nossa lista é o Commodore 64. Os entusiastas têm feito verdadeiros milagres com o código do jogo, mas o C64 não pode executar Doom por conta própria, a menos... que receba um pouco de ajuda.

RAD-Doom: «Rip and tear» em um Commodore 64

Este vídeo publicado no canal de emulaThor nos apresenta o RAD-Doom, uma demo técnica desenvolvida pelo usuário Frenetic, que permite aos usuários de um Commodore 64 ou 128 executar a versão shareware do Doom em seus equipamentos usando o cartucho de expansão RAD. Esse cartucho pode emular módulos de memória (até 16 MB, ou 4 MB no modo GeoRAM/NeoRAM), mas também funciona como uma 'CPU externa' para o Commodore, cortesia de um Raspberry Pi 3A+, 3B+ ou Zero 2 W.

RAD-Doom aproveita esse papel do cartucho RAD, no entanto, emulaThor explica que os gráficos são renderizados pelo chip VIC-II no Commodore 64, e o som fica a cargo do clássico SID (embora existam outras opções, entre as quais se destaca o SIDKick). Como se isso não bastasse, a demonstração começa com o teclado, mas depois adiciona o mouse 1351.

O segundo vídeo de emulaThor foca nas diferenças técnicas do som. Tudo o que ouvimos provém de um SID 8580 padrão, depois segue com o já mencionado SIDKick (um substituto drop-in) e, finalmente, combina o SIDKick com o MT32-Pi para processar MIDI. Na última parte do vídeo, ele utiliza um adaptador DigiMax.

Em resumo, jogar Doom no Commodore 64 requer uma boa dose de DIY, mas os fãs de hardware retrô não vão pensar duas vezes, e as opções de áudio são amplas demais para serem ignoradas. Além disso, todo o material necessário é open source, desde o cartucho RAD até o próprio RAD-Doom.

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