A vida do retrojogador é mais complicada do que parece. Os recursos para emular sistemas são muitos, e o Raspberry Pi pode cobrir a maioria dos requisitos de hardware, mas o próximo passo de qualquer entusiasta é reproduzir com precisão a experiência original e obter a máxima qualidade ao mesmo tempo. Isso gera a necessidade de conectar o Raspberry Pi a um monitor ou televisor de tubo sem usar a saída composta, e é aí que entra o RGB-Pi, um cabo especial com design limpo que habilita o suporte RGB via GPIO, usando uma porta SCART na outra extremidade.
O problema com as saídas de vídeo comuns
A saída composta de vídeo baseada no clássico RCA amarelo é uma das mais suportadas do mercado. Não importa a idade do dispositivo, é provável que você consiga obter vídeo dele por meio desse conector, desde que aceite um pequeno detalhe: a qualidade não é das melhores. A chegada do S-Video e do YPbPr (conhecido como componente) melhorou as coisas, mas com o tempo cederam lugar ao HDMI e às telas planas. Agora, qualquer um pensaria que o HDMI garante a qualidade, o que é verdade... para sinais digitais. As consoles retro e, em especial, os jogos antigos foram projetados com sinais analógicos em mente, incluindo scanlines e outros detalhes. Quando convertemos tudo isso para HDMI, o painel aplica upscaling por causa das diferenças de resolução, encontramos lag, e fica horrível. Em situações normais, os entusiastas que emulam consoles com um Raspberry Pi precisam aceitar essas mudanças ou descer para o suporte composto do mini computador, mas agora têm uma alternativa: RGB-Pi.
(Nota do redator: A captura não representa a qualidade final que o usuário verá.)
https://www.youtube.com/embed/4AELR5OkPCARGB-Pi: a solução
O RGB-Pi é um desenvolvimento espanhol baseado em um conector europeu SCART compatível com televisores de tubo que já tenham alguns anos. Em essência, tudo o que o jogador precisa fazer é conectar o Raspberry Pi ao televisor usando o cabo, e inicializá-lo com a imagem modificada de Recalbox, que já traz os ajustes necessários para reproduzir as resoluções nativas de cada jogo. Infelizmente, o site oficial não oferece detalhes técnicos avançados, mas o autor arrisca dizer que dentro do conector SCART existe algo semelhante a um Gert VGA 666 (se não for, por favor, deixe um comentário), muito recomendado para conectar o Raspberry Pi a um monitor VGA clássico. Ao adotar um RGB-Pi, o usuário não precisa forçar nenhum filtro adicional ou correção no ambiente de emulação; tanto o cabo quanto o televisor CRT fazem o trabalho pesado.
Em resumo, é o melhor dos dois mundos: RGB-Pi permite reproduzir com precisão os gráficos dos jogos retro em um televisor CRT sem abandonar a conveniência e as múltiplas vantagens do Raspberry Pi. O site oficial indica que o RGB-Pi pode apresentar alguns problemas de compatibilidade e/ou sincronização com monitores Sony PVM/BVM (o Santo Graal dos viciados em RGB) que utilizam conectores BNC, e com certas unidades Samsung. Em caso de dúvida, recomenda-se entrar em contato para esclarecer dúvidas e encomendar o cabo, que custa 30 euros mais frete.