Em 19 de outubro de 2026, a RobotPulse noticiou que a Anthropic planejava revisar seu rascunho de proposta federal sobre segurança de IA nos Estados Unidos. A revisão relatada envolveria o papel dos estados, os limites de risco, a comunicação de incidentes e as avaliações independentes. A POLITICO havia descrito o texto como um rascunho confidencial apresentado a parlamentares, não como uma lei aprovada.
A reportagem anterior da NeoTeo sobre a proposta abordou a possibilidade de suspensão judicial. O rascunho também previa obrigações de segurança e transparência para laboratórios de IA de fronteira.
O que a revisão relatada poderia abranger
No vídeo, a RobotPulse atribuiu a Anthony Cimino, responsável por assuntos federais da Anthropic, a intenção de esclarecer o papel dos estados, reavaliar os limites de risco e reforçar as propostas de comunicação de incidentes e de avaliação independente. A notícia relata um plano, não uma revisão concluída.
O rascunho previa deveres além dos limites de intervenção
Segundo a POLITICO, o texto exigiria que os laboratórios adotassem estruturas de segurança, publicassem relatórios de transparência para novos modelos de fronteira, protegessem denunciantes e comunicassem incidentes críticos de segurança ao Departamento de Comércio dos EUA.
Uma porta-voz da Anthropic disse à POLITICO que a proposta refletia o Advanced AI Framework da empresa, cujas medidas vinham sendo defendidas junto a legisladores federais e estaduais desde junho de 2026. Ela também considerou as políticas sensatas e defendeu que o Congresso agisse.
Como funcionariam a avaliação e a suspensão proposta
O rascunho relatado pela POLITICO previa avaliações periódicas dos laboratórios e de seus modelos de fronteira por avaliadores independentes registrados no Departamento de Comércio. Os laboratórios poderiam pagar esses avaliadores, desde que a remuneração não dependesse do resultado da avaliação.
O processo de suspensão dependeria de uma avaliação que identificasse risco previsível e iminente em uma das categorias descritas: criação ou liberação de arma biológica, modelo que escapasse aos controles de seu desenvolvedor ou um ciberataque. O limite seria de mais de US$ 1 bilhão em danos ou mais de 50 pessoas mortas ou gravemente feridas.
Após concluir uma avaliação que identificasse esse tipo de risco, o avaliador teria até 72 horas para avisar o Departamento de Comércio. O órgão poderia então pedir a suspensão a um juiz federal do Distrito de Colúmbia, que poderia ordenar a medida. Pelo processo descrito, outros departamentos, agências ou autoridades federais não poderiam suspender o desenvolvimento, a implantação ou o uso interno do modelo.
Algumas regras estaduais seriam afetadas
A proposta também afastaria certas leis estaduais sobre divulgação pública de riscos, avaliações independentes de terceiros e comunicação de incidentes críticos. O alcance relatado é específico a essas áreas, e não uma substituição geral das regras estaduais de IA.
O Departamento de Comércio e um juiz federal teriam papéis distintos no mecanismo: o primeiro poderia apresentar o pedido de suspensão; a decisão caberia ao juiz.