O protótipo orbital do Project Suncatcher, iniciativa de pesquisa do Google sobre computação de IA no espaço, teria decolado da Califórnia em 1º de outubro, a bordo de um foguete da SpaceX. Construído pela Planet Labs sobre uma plataforma padrão de satélite, ele foi projetado para testar uma TPU do Google — unidade de processamento tensorial, um chip acelerador de IA — em órbita.
A prévia do NeoTeo sobre o Project Suncatcher apresentou a missão quando ela ainda estava planejada.
O que o protótipo pretende testar
O ensaio foi concebido para avaliar como o sistema lida com fornecimento de energia, calor, radiação e processamento de tarefas de IA no ambiente espacial. A configuração prevê potência contínua de 1 kW para o sistema. Depois de comissionada, a TPU deve funcionar em ciclos de 15 minutos, uma forma de limitar a carga sobre os sistemas de energia e controle térmico.
No espaço, não há ar para retirar calor por convecção. O projeto térmico recorre à radiação: tubos de calor e circuitos de fluido bombeado transferem energia térmica até radiadores, que a dissipam no ambiente. Componentes também foram avaliados em câmaras de vácuo térmico antes do voo.
Do protótipo a uma possível rede orbital
O Project Suncatcher é uma pesquisa de longo prazo, e o satélite é um protótipo de teste. No modelo ilustrativo do Google Research, uma formação reúne 81 satélites, com altitude média de 650 km e raio de 1 km. Links ópticos — conexões que transmitem dados por luz — ligariam os satélites.
Em bancada, um demonstrador com um par de transceptores ópticos alcançou 800 Gbps em cada sentido, ou 1,6 Tbps nas duas direções somadas. A próxima demonstração planejada, com dois satélites e a participação da Planet Labs, está prevista para 2027 e deve testar esses links entre espaçonaves.