Segundo HÖCKER Rechtsanwälte, que representa o médico, o Tribunal Regional de Aachen concedeu em 24 de setembro de 2026 uma liminar contra o Google e proibiu a divulgação das afirmações falsas produzidas pelo AI Mode sobre ele. A decisão foi tomada em caráter de urgência e é provisória.
O alcance da liminar
Uma reportagem do Gizmodo en Español informa que a ordem proíbe três versões das afirmações e prevê multa de até 250 mil euros por infração. HÖCKER afirma que o Google recusou o pedido de remoção do médico e não alterou as respostas após receber uma notificação extrajudicial. A banca também relata que a decisão urgente foi concedida sem que o Google fosse ouvido previamente.
A resposta que confundiu duas pessoas
Segundo HÖCKER, a busca pelo nome do médico, professor de neurorradiologia e ex-chefe de departamento de um hospital em Aachen, junto com “Freistellung”, estava associada à resposta. O termo alemão se refere ao afastamento das funções.
O AI Mode teria atribuído ao médico alegações de má conduta sexual, demissão, pena suspensa por coação sexual e indenização de seis dígitos. A banca afirma que essas informações diziam respeito a outro ex-funcionário sênior do mesmo hospital.
O entendimento atribuído ao tribunal
HÖCKER relata que o tribunal considerou o Google responsável pelas respostas geradas pelo AI Mode e tratou essas saídas como declarações independentes, novas e substantivas. A banca também atribui ao tribunal o entendimento de que confrontar a própria IA do Google com as objeções do médico teria revelado que as afirmações eram falsas.