A tinta eletrônica é uma tecnologia que explodiu entre leitores digitais e dispositivos vestíveis, mas precisa continuar evoluindo para alcançar outros mercados. Por incrível que pareça, um deles é o da moda. A flexibilidade da tinta eletrônica e seu baixo consumo de energia deram origem ao design de vestidos muito chamativos, incluindo um apresentado pela Dai Nippon Printing no último CES.
Se você tem um leitor Kindle à mão (ou um equivalente de outro fabricante), então já conhece de perto as virtudes da tinta eletrônica. Fácil de ler, não cansa os olhos, consome pouca energia... benefícios muito poderosos, que ainda estão encadeados a limitações importantes, começando com uma latência muito pobre e, obviamente, a ausência de cor. Em alguns casos, o preço também não ajuda (por exemplo, o tablet reMarkable custa 600 dólares), e o que deveria ser uma tecnologia de acesso geral se torna quase uma raridade. Talvez seja preciso demonstrar ainda mais a versatilidade da tinta eletrônica, e no último CES 2018 foi possível observá-la em plataformas muito inusitadas, como paredes e vestidos.
No CES 2018: paredes e vestidos
https://www.youtube.com/embed/ez4RY2IszNkAmbos os produtos, a “parede viva” e o vestido programável, foram apresentados pela DNP (Dai Nippon Printing) e desenhados com o filme plástico Prism da companhia “E Ink”, que, aliás, também compartilhou na convenção um “traje de toureiro” (vídeo abaixo). Admito que a modelo parece desconfortável no vestido, e a cintura um pouco solta provavelmente é consequência dos limites do material, mas não está nada mal para um protótipo. Ao mesmo tempo, o funcionamento do vestido não gera calor e, o mais impressionante: funciona até três dias com uma única bateria AA.
Se as mudanças entre preto, branco e tons de cinza parecem entediantes, não há com o que se preocupar, porque a “E Ink” já revelou protótipos em vermelho e azul (com detalhes... amarelos? verdes?) durante todo 2017. Agora, quanto tempo será necessário para que esses vestidos cheguem às lojas? Isso dependerá do avanço natural da tinta eletrônica. O primeiro mercado a receber soluções em cores certamente será o da publicidade, já que os problemas de velocidade (um painel colorido leva cinco segundos para mudar de imagem) não são tão críticos lá, mas fala-se em vários anos.
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