Disquetes, discos flexíveis, floppies… chame como preferir. A história desse formato magnético é longa, e apesar de ter sido substituído por tecnologias muito superiores, o fato é que ainda existe uma demanda considerável. Os principais fabricantes abandonaram a produção de disquetes há muito tempo, e embora ainda seja possível obtê-los, estamos falando de unidades com meia década (ou mais) em um depósito, ou diretamente “recondicionadas”. É a isso que se dedica a FloppyDisks.com, uma pequena empresa online: resgatar disquetes para reutilização.
Ainda tenho uma quantidade limitada de disquetes, e suponho que um dia gostaria de fazer os backups correspondentes, pois nesse grupo há uma cópia original do MS-DOS 4.0 distribuída pela IBM. Pessoalmente, os disquetes sempre foram problemáticos. Encontrar um setor danificado era um pesadelo, e não era fácil substituí-los por causa do custo.
Houve um momento em que os disquetes atingiram um nível de produção tão alto que passaram a valer centavos, mas o tempo e a evolução da computação trataram de deixá-los de lado. Hoje temos discos rígidos portáteis, pendrives e cartões de memória, com os quais ganhamos capacidade, velocidade, estabilidade e tranquilidade. No entanto, há pessoas por aí que precisam de disquetes... muitos disquetes.
O vídeo conta em menos de dois minutos a história por trás da FloppyDisk.com, uma empresa localizada em Lake Forest (estado da Califórnia) que provavelmente é a última do mercado de discos floppy. Seu presidente Tom Persky explica a curiosa situação da FloppyDisk.com, que combina um pouco de “caça”, um pouco de “arqueologia”, e uma fase mais complexa que envolve apagar dados, classificar disquetes e realizar testes básicos. FloppyDisk.com é o que na gíria chamamos de “refurbisher” ou “recondicionador”. Ela oferece uma ampla variedade de discos, seja de 8, 5,25 ou 3,5 polegadas, com múltiplas capacidades, formatados ou não. Os disquetes são limpos com um desmagnetizador, formatados (se o cliente pedir) de acordo com seus parâmetros, reetiquetados e colocados à venda.
Quem são os principais clientes da FloppyDisk? Seu presidente confirma que vende unidades para o governo americano, pois ainda existem aplicações que exigem discos floppy. O conceito de “se não está quebrado, não conserte” está bem enraizado nas agências governamentais, e os discos de oito polegadas que controlam sistemas nucleares são um ótimo exemplo disso. Caixas eletrônicos, antigos sistemas CNC, terminais de faturamento e processamento tributário... em essência, tudo o que depende de plataformas como MS-DOS, Windows 3.x e Windows 9x precisa de disquetes ao seu lado. O preço médio? Um dólar por disquete, mas em outras regiões é possível obtê-los por muito menos.
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