Em 29 de setembro de 2026, a Anthropic anunciou o Claude Fable 5.1 como disponível de forma geral e o Claude Mythos 5.1 como restrito a programas de acesso verificado. A empresa descreve os dois como o mesmo modelo subjacente, mas diz que o Mythos tem salvaguardas mais permissivas.

Um mesmo modelo, com salvaguardas diferentes

A diferença entre as duas versões está nas proteções e nas condições de acesso. A Anthropic apresenta o Fable 5.1 como disponível de forma geral; o Mythos 5.1 é destinado a usuários verificados cujo trabalho em cibersegurança ou ciências da vida é afetado pelas restrições.

ModeloModelo subjacente e salvaguardasAcesso descrito pela Anthropic
Claude Fable 5.1Compartilha o modelo subjacente com o Mythos; suas salvaguardas são menos permissivas.Disponibilidade geral anunciada pela empresa.
Claude Mythos 5.1Compartilha o modelo subjacente com o Fable; tem salvaguardas mais permissivas.Programas de acesso verificado; inicialmente, um conjunto de organizações dos Estados Unidos.

O que a Anthropic diz sobre as capacidades

Em uma demonstração no Claude Code, o Fable 5.1 gera um artefato 3D interativo de um urso em uma bicicleta.

Nos benchmarks divulgados pela Anthropic, o Fable 5.1 obteve 52,6% no Terminal-Bench-Science 0.1, contra 24,7% do Fable 5. No Terminal-Bench 4.0, marcou 55,8%, ante 42%; no CursorBench 3.2.0, fez 73,4%, contra 70,5%. Para o primeiro teste, a empresa informa um erro padrão de 3,5 a 4,5 pontos por modelo.

No Terminal-Bench 4.0, a Anthropic registrou 60,9% para o Mythos 5.1 e 55,8% para o Fable 5.1, atribuindo a diferença às intervenções distintas das salvaguardas de cibersegurança. A empresa também afirma que essas salvaguardas zeraram os resultados nas tarefas afetadas do OSWorld 2.0 para ambos os modelos e provavelmente reduziram algumas pontuações.

Para uso defensivo, a Anthropic diz que o Fable 5.1 pode identificar vulnerabilidades de software, mas não desenvolver exploits. Testes de invasão e varreduras de vulnerabilidade baseadas em binários continuam sendo direcionados a outros modelos. No Claude Code, a empresa relata cerca de 60% menos intervenções por sessão em comparação com as salvaguardas anteriores do Fable 5.

Fora da programação, a Anthropic atribui ao Fable 5.1 a criação de um mapa de elevação que cobre cerca de um terço de Vênus, usando imagens de radar da missão Magellan. A empresa afirma que o mapa tem detalhes de 2 a 3 km, ante 10 a 20 km no anterior, e precisão de altitude até 25% maior.

Para trabalho em biologia computacional, a Anthropic diz que o Mythos 5.1 acelerou sete modelos de aprendizado profundo de código aberto em até 2,5 vezes, mantendo resultados idênticos. A empresa estima uma redução de 30% a 60% nos custos de GPU para certas análises em escala genômica. Já em solicitações benignas de biologia básica e medicina, afirma que as salvaguardas são acionadas 85% menos vezes do que nas lançadas com o Fable 5.

A Anthropic estima que, em relação ao Fable 5, os custos de cargas típicas cobradas por tokens caem cerca de 25%, chegando a até 45% em trabalhos altamente agênticos. A estimativa se baseia em quatro semanas de uso real durante agosto de 2026, com o nível de esforço padrão.

O Mythos 5.1 exige acesso verificado

A Anthropic descreve duas rotas para o Mythos: o Cyber Verification Program (CVP), voltado a profissionais verificados de cibersegurança defensiva, e o Life Sciences Verification Program (LSVP), para profissionais de ciências da vida que realizam pesquisa e desenvolvimento. A empresa afirmou que o acesso estava inicialmente limitado a um conjunto de organizações dos Estados Unidos e que pretendia ampliá-lo a parceiros no país e no exterior.

Fora do programa Mythos, a Anthropic diz que solicitações de pesquisa e desenvolvimento em ciências da vida continuam sendo encaminhadas a modelos Opus.