Em reportagem publicada em 16 de outubro, a BBC informou que um funcionário dos Estados Unidos não identificado negou que Donald Trump tivesse pedido a redução do serviço Starlink na Ucrânia. Um dia antes, oito senadores haviam solicitado ao inspetor-geral do Departamento de Defesa americano uma investigação sobre as restrições relatadas e possíveis mudanças no compartilhamento de inteligência. A carta dos senadores pede que o órgão apure quem autorizou as mudanças e se os episódios estavam relacionados.

O que foi relatado sobre as restrições

Relatos ucranianos apontaram problemas de conectividade em terminais militares Starlink em movimento, inclusive durante missões com drones. A NeoTeo já havia publicado sobre relatos de restrições em terminais militares ucranianos em movimento. O limite dizia respeito à velocidade de deslocamento dos terminais, não à taxa de transferência de dados, segundo o Kyiv Post.

A carta dos senadores menciona testes militares ucranianos que teriam apontado restrições acima de aproximadamente 101 km/h e, separadamente, uma limitação relatada acima de 161 km/h, conforme informou o The Hill. Já o Kyiv Post relatou melhora da conectividade em terminais que se deslocavam a menos de cerca de 160 km/h, enquanto a restrição aos mais rápidos continuava.

O que o Senado quer apurar

A solicitação foi assinada por oito senadores: quatro republicanos e quatro democratas. Eles pediram que o inspetor-geral investigue se autoridades ou contratados do governo americano dirigiram, autorizaram ou aprovaram mudanças, ou tinham conhecimento prévio delas. A carta também pergunta se as alterações nos serviços e os problemas relacionados ao compartilhamento de inteligência e aos alertas estavam conectados.

Starlink é o serviço comercial de internet via satélite operado pela SpaceX; Starshield é o serviço de comunicações militares mencionado na carta. Elon Musk afirmou que os sistemas Starshield pertencem ao governo dos EUA e são controlados por ele, e que os limites de velocidade ou uso são decididos pelas Forças Armadas americanas e, em última instância, pelo presidente. The Hill relatou as declarações de Musk.

Os senadores também perguntaram se o pessoal americano, a embaixada dos EUA em Kyiv e as autoridades ucranianas receberam aviso prévio adequado; se medidas corretivas imediatas estavam sendo tomadas; e se a SpaceX agiu por conta própria e de acordo com os contratos. Pediram ainda a preservação de comunicações, registros contratuais, diretrizes técnicas e correspondência.

A carta solicita uma confirmação por escrito do andamento da investigação e um briefing inicial até 1º de novembro de 2026.