Em 27 de outubro de 2026, a Bloomberg noticiou que autoridades europeias intensificaram conversas para reduzir a dependência dos Estados Unidos e de empresas americanas de defesa. A reportagem apresentou discussões, não uma política adotada. O debate veio após uma disputa sobre mudanças na velocidade da Starlink na Ucrânia.
O que as conversas europeias significam
Segundo a Bloomberg, pessoas familiarizadas com as discussões relataram que autoridades europeias intensificaram o debate sobre reduzir essa dependência. Conversas sobre uma mudança estratégica, porém, não equivalem a uma decisão da União Europeia ou de um governo nacional.
Em fóruns online, usuários expressaram preocupação de que a dependência de infraestrutura de comunicação possa dar margem a pressão política e limitar a autonomia europeia. São opiniões de comentaristas, não decisões de governos.
A disputa da Starlink na Ucrânia
A Bloomberg relatou mudanças na velocidade do serviço na Ucrânia e atribuiu a Elon Musk a alegação de que a empresa agiu após uma suposta violação das regras da Starlink: o uso do serviço pela Ucrânia em ataques ofensivos com drones. Essa acusação permanece atribuída a Musk.
A disputa, por si só, não permite concluir que os Estados Unidos tenham cometido um ato de guerra. Uma análise do Lieber Institute publicada em 2022 afirma que fornecer comunicações comerciais por satélite, isoladamente, não torna um Estado parte de um conflito armado. A análise trata da prestação de serviços comerciais, não da mudança de velocidade relatada em 2026.
O plano do IRIS² tem lançamentos previstos para 2029
Em 7 de agosto de 2026, a Comissão Europeia e o consórcio SpaceRISE assinaram um acordo de implementação do IRIS². O plano prevê 348 satélites: 330 em órbita terrestre baixa, de maior altitude, e 18 em órbita média. Os primeiros lançamentos estão programados para 2029, e os primeiros serviços europeus seguros são esperados pouco depois.
O desenho inclui 66 satélites adicionais em órbita baixa para reforçar as capacidades de defesa, segurança e resposta a emergências; eles já fazem parte do total de 348. Para a arquitetura revista, a Comissão Europeia prevê um aumento de 60% na capacidade governamental segura dentro da União Europeia e de 54% em escala mundial, em comparação com o plano original.
GOVSATCOM e OneWeb são opções distintas
Uma reportagem da Euronews em espanhol publicada em 2025 identificou o GOVSATCOM, que reúne capacidades espaciais europeias existentes, e a OneWeb, da Eutelsat, como opções europeias. O IRIS², por sua vez, ainda tem seus primeiros lançamentos previstos para 2029. Essas iniciativas têm funções e etapas distintas; o cronograma do IRIS² não representa uma substituição abrangente da Starlink já em operação.