O Gigante Vermelho do Oriente quer se tornar "verde", e se alguém tem dúvidas sobre isso basta observar seus últimos movimentos. A instalação de estações solares se multiplicou, enquanto o investimento total em energias renováveis chegará a 360 bilhões de dólares. O que vem a seguir? As últimas informações sugerem que o governo está considerando uma proibição geral na venda e produção de veículos de combustão interna, favorecendo modelos elétricos e híbridos. Outros países fizeram anúncios semelhantes, mas a China tem o mercado automotivo mais do planeta…

China quer proibir veículos de combustão interna
China

Lentamente, as principais potências mundiais (com certa exceção que todos conhecemos) estão reconhecendo a gravidade da contaminação e a mudança climática. Os combustíveis fósseis nos têm servido bem e continuarão por vários anos, mas nos aproximamos de um ponto em que seus efeitos negativos superam seus benefícios, e não devemos esquecer o fator econômico. Os custos da energia solar e eólica despencaram, acelerando o desenvolvimento de novos projetos em grande escala. No entanto, o potencial é muito maior quando o meio ambiente se torna política de estado. Embora tenhamos visto erros gritantes (como o "imposto solar" na Espanha ou as mudanças em Nevada que estão prestes a ser anuladas), também há exemplos positivos contundentes. O Reino Unido e a França querem bloquear as vendas de veículos de combustão interna antes de 2040, enquanto a Índia planeja fazer o mesmo em 2030. Quem está pensando em se juntar a esse grupo? A China.

China quer proibir veículos de combustão interna
Alguns fabricantes já aproveitam os benefícios após a notícia, como a BYD

De acordo com Xin Guobin, vice-ministro da Indústria e Tecnologia da Informação, já se começou a trabalhar em um programa para implementar o bloqueio à produção e às vendas de veículos de combustão interna, e que seria ativado "num futuro próximo", embora a data exata não tenha sido divulgada. O funcionário acrescentou que essas medidas iniciarão mudanças profundas no meio ambiente e darão um novo impulso ao desenvolvimento do mercado automotivo chinês, sem esquecer de mencionar que as empresas deverão "otimizar" a economia de energia na fabricação de carros tradicionais e criar veículos baseados em "novas energias".

As estatísticas indicam que a China vendeu mais de 28 milhões de unidades no ano passado, mas a combinação de elétricos e híbridos chegou a 500 mil, um aumento de 50% em relação a 2015. Alguns dos grandes nomes apresentaram planos específicos para a China, como é o caso da Volvo, que lançará seu primeiro veículo elétrico lá em 2019. Logicamente, o anúncio de Xin Guobin fez com que as ações dos fabricantes de carros elétricos na China disparassem.

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