Quando se trata de adquirir componentes eletrônicos, Shenzhen é um lugar mágico. Seu mercado oferece de tudo… e mais um pouco, e embora seja extremamente difícil de navegar para um estrangeiro, com um pouco de ajuda é possível fazer coisas incríveis, incluindo a construção de um iPhone 6S a partir de peças novas, recicladas ou recondicionadas. Este documentário mostra o processo inteiro, desde os desafios técnicos mais relevantes até o caos que é lidar com os comerciantes locais. E sim, o smartphone funciona.
«Para reparar ou para peças de reposição» é uma das tantas expressões que milhões de usuários ao redor do mundo usam quando tentam vender seus dispositivos danificados online. Mas isso não é necessário em Shenzhen. Da mesma forma que vemos ofertas de comida rápida ou roupas na rua em outras cidades, lá encontramos barracas improvisadas repletas de componentes internos, carcaças, acessórios e essencialmente tudo o que seu smartphone pode precisar para funcionar novamente. Agora, o que acontece quando o plano não é reparar um telefone, mas construí-lo do zero? Scotty Allen do canal do YouTube Strange Parts decidiu explorar essa possibilidade e criou um pequeno documentário que narra a história do seu novo iPhone 6S… caseiro
Por que um iPhone 6S?
Em primeiro lugar, Allen já tem um iPhone 6S e, caso ficasse preso durante o processo de montagem, poderia usá-lo como referência, embora no final isso não tenha sido necessário. Em segundo lugar, a verdade é que ainda não há peças suficientes do iPhone 7, confirmando a origem reciclada da maior parte do estoque. Allen começou pelo exterior do telefone, comprando uma carcaça recuperada e outra genérica que precisou de marcas a laser adicionais. A parte mais complicada foi sem dúvida a tela, porque o conjunto cristal-digitalizador-LCD-backlight exige calor e vácuo para sua instalação sem erros ou bolhas presas. No início, ele tentou soldar os componentes na placa-mãe, mas isso se mostrou tão complicado que decidiu obter uma placa já reparada (de 16 GB), com seu próprio sensor Touch ID (ambos compartilham uma assinatura criptográfica e, se não coincidir, pode causar problemas como o famoso Erro 53).
A bateria foi simples, com um preço médio de cinco dólares (há muitos tutoriais online que ensinam como substituí-la), e o resto se resumiu aos elementos menores, mas não menos importantes, como botões, suportes internos, antena, conector de áudio e Lightning, cabos flex, alto-falante, microfone, as duas câmeras e o pesadelo dos parafusos, já que não são do mesmo tamanho, e um parafuso no buraco errado pode danificar tudo. Para finalizar, ele comprou uma caixa intacta que combina com a cor da sua carcaça (Rose Gold) com carregador, manual, fones de ouvido e cabo. Qual o preço total? Devido a erros e outras pausas inesperadas, o experimento custou a Allen cerca de mil dólares, mas se você se limitar às peças do telefone… 300 dólares. A Apple vende o 6S de 32 GB na Espanha por 659 euros.