Adoramos a ideia de hackear telefones celulares. Habilitar acesso root, modificar aplicativos, ativar funções avançadas… há muito o que aprender. O mesmo vale para as redes móveis em si, mas as autoridades ficam um pouco nervosas quando veem entusiastas brincando com antenas e frequências reservadas. No entanto, isso não impede Brandon Creighton de trabalhar na criação de sua própria rede móvel 1G compatível com os antigos Motorola DynaTAC e StarTAC. O projeto completo é open source e não deve exigir mais de US$ 400 em hardware…

Construa sua própria rede móvel (1G)
DynaTAC

O que é o AMPS?

Imagino que muitos de nossos leitores ainda tenham guardado em alguma gaveta, juntando poeira, um Motorola StarTAC ou um modelo parecido. Esses aparelhos representam uma época muito mais simples da telefonia móvel, sem transferências massivas de dados ou dispositivos inteligentes. Eram essencialmente telefones fixos convertidos em portáteis (alguns tão grandes quanto uma pasta), e nada mais. As primeiras redes móveis foram desenvolvidas sob o padrão AMPS, que fariam o trabalho pesado durante os anos 80 e 90 até a chegada de alternativas como CDMA (IS-95) e GSM. Por ser analógico, o AMPS sofria limitações (ruído, estática, clonagem de telefones etc.)... mas ao mesmo tempo é um padrão simples (135–140 páginas) que hoje pode ser implementado por uma única pessoa, com um pouco de dinheiro.

Construa sua própria rede móvel (1G)
Hoje é uma peça de museu, mas tudo o que precisa é de uma rede que lhe dê suporte...

O projeto de Brandon Creighton

Quanto dinheiro? De acordo com Brandon Creighton, cerca de US$ 400. Creighton é conhecido por ter montado sua própria rede móvel GSM em uma das DEF CON; agora é a vez de uma rede 1G baseada em AMPS, que potencialmente poderia trazer de volta todos esses DynaTACs e StarTACs. Depois de ler a documentação e assimilar o código disponível no GitHub (que, aliás, é preliminar e pode conter erros), o próximo passo é criar uma rádio definida por software compatível com as antigas frequências do AMPS (do outro lado do oceano eram 824–849 MHz, mas varia conforme a região).

E a legalidade?

E quão legal é criar uma rede 1G? Bem… depende. Alguns países abandonaram completamente essa parte do espectro, enquanto outros se concentraram em reutilizar cada pedaço disponível. Quero acreditar que, enquanto o alcance for limitado e não gerar muito ruído, ninguém fará perguntas, mas apesar dos riscos, pessoalmente dou boas-vindas a algo assim. O que seria ótimo é se alguém criasse uma espécie de “ponte” entre uma rede 1G caseira e as redes atuais...

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