Atualização de 2017 traz mudanças no pódio
Há um ano, falamos sobre as virtudes do TaihuLight, supercomputador chinês com mais de dez milhões de núcleos que ocupa o primeiro lugar da lista TOP500. O “1-2 vermelho” entre TaihuLight e Tianhe-2 se mantém intacto para a atualização de 2017, mas há uma modificação muito importante: o Titan americano cede o terceiro lugar à versão otimizada do Piz Daint suíço. A última vez que os Estados Unidos não alcançaram o pódio da lista TOP500 foi em 1996; no entanto, há algo no horizonte que pode levar o país direto ao topo.
O ditado diz que “se não há notícias, é porque são boas notícias”, mas tudo depende do contexto. No caso da evolução tecnológica, uma seca de novidades pode ser sintoma de estagnação, e ninguém quer isso. Se estudarmos de perto a situação dos supercomputadores, a lista TOP500 nos conta a mesma história do ano passado: TaihuLight, com seus 93 petaFLOPS, massacrou tudo em seu caminho, enquanto Tianhe-2 aparece muito mais abaixo, com 33 petaFLOPS. Claro, a China tem motivos de sobra para celebrar seu domínio atual, mas essa corrida precisa de ao menos dois participantes, e nos Estados Unidos, o desempenho continua caindo.
Piz Daint desbanca o Titan
A atualização de junho publicada pela página oficial do TOP500 confirma que a versão melhorada do Piz Daint suíço deslocou o Titan do Departamento de Energia com uma vantagem efetiva de dois teraFLOPS (19,5 contra 17,5). A última vez que o hardware americano faltou no Top 3 foi em 1996, época marcada pelo impressionante desempenho dos supercomputadores japoneses. Esse país ainda tem dois sistemas nos dez primeiros lugares, o Oakforest-PACS e o K Computer, mas eles empalidecem diante dos números dos desenvolvimentos chineses.
Sequoia, Cori, Mira e Trinity completam o grupo de cinco supercomputadores que os Estados Unidos mantêm no Top 10, mas mesmo se combinarmos o desempenho de todos, não é suficiente para deslocar o TaihuLight. Todas as fichas parecem estar colocadas no projeto Summit, apresentado oficialmente como o substituto do Titan. Estima-se que o Summit alcance os 150 petaFLOPS com um consumo de dez megawatts; se conseguir, será o número 1 automático. Ao mesmo tempo, não devemos esquecer que a China já trabalha em um sistema exaFLOP. O clima está calmo hoje, mas dentro de alguns meses pode se desencadear uma verdadeira revolução entre os supercomputadores.