Na avaliação publicada em 28 de outubro de 2026, Mark Hachman, da PCWorld, viu no Lenovo Googlebook 15 uma tela OLED atraente e hardware capaz, mas considerou que o teclado desconfortável, a resposta irregular do navegador e o resultado de bateria pesavam contra a compra. O teste de descarga da PCWorld durou 5 horas e 26 minutos; esse número descreve um teste específico, não a autonomia de qualquer pessoa no uso cotidiano.
O modelo faz mais sentido para quem prioriza uma tela ampla e consumo de vídeos. Para quem digita por longos períodos ou espera uma experiência sempre fluida, as observações de Hachman levantam ressalvas concretas. O veredicto dele foi não comprar o aparelho.
A configuração avaliada
A PCWorld avaliou uma unidade com Intel Core Ultra 5 325, 16 GB de memória e SSD de 512 GB. A tela sensível ao toque tem 15,3 polegadas, resolução de 2880 × 1800 e taxa de atualização de 120 Hz.
| Componente | Configuração da unidade avaliada |
| Processador | Intel Core Ultra 5 325 |
| Gráficos | Intel Graphics |
| Memória | 16 GB LPDDR5X |
| Armazenamento | SSD PCIe Gen 4 de 512 GB |
| Tela | OLED sensível ao toque de 15,3 polegadas, 2880 × 1800, 120 Hz e brilho máximo declarado de 500 nits |
| Bateria | 70 Wh |
| Câmera | 5 MP infravermelha, com reconhecimento facial e obturador físico de privacidade |
| Conexões | Dois Thunderbolt 4 de até 40 Gbps, HDMI 2.0, USB-A de 10 Gbps e entrada de áudio de 3,5 mm |
| Rede sem fio | Wi-Fi 7 2×2 e Bluetooth 6.0 |
| Peso | Aproximadamente 1,29 kg |
Tela, teclado e resposta no uso diário
A PCWorld mediu 466 nits de brilho na tela, cuja especificação indica até 500 nits. Hachman gostou da reprodução de vídeos em movimento, mas percebeu granulação em alguns fundos cinza. Essa observação é diferente dos relatos de pretos acinzentados feitos por alguns proprietários.
O teclado foi um dos principais pontos fracos para o avaliador: ele achou a digitação desconfortável a ponto de parar de escrever a análise no notebook. Hachman também notou que o centro da área do teclado cedia quando pressionado, embora isso não afetasse a digitação. O trackpad háptico funcionou, mas lhe pareceu pouco firme.
Os alto-falantes ofereceram som claro e potente para filmes e vídeos, segundo a avaliação. Em algumas faixas musicais, porém, Hachman sentiu pouca separação entre os instrumentos. O reconhecimento facial também falhou de forma intermitente. No navegador, ele observou pausas ao separar abas e avisos ocasionais para reiniciar o Chrome.
Desempenho e bateria dependem do tipo de teste
Como a suíte habitual de benchmarks executáveis da PCWorld não funcionou no Googlebook OS, Hachman usou testes baseados no navegador, além do PCMark para Android. Os resultados variaram conforme a ferramenta: o Lenovo ficou próximo do Acer Googlebook 14 em alguns testes; o WebXPRT mostrou pouca diferença entre os aparelhos comparados; e o MotionMark apontou uma distância maior entre Chromebooks mais antigos e os Googlebooks.
No uso cotidiano, Hachman achou o Asus Chromebook Plus CX34, um modelo mais antigo com processador Intel Core de 13ª geração, mais ágil e preferiu a sensação do teclado. Essa impressão foi uma observação de uso, não um resultado de benchmark controlado.
No teste de descarga de bateria do PCMark para Android, a unidade avaliada durou 5 horas e 26 minutos. A PCWorld descreveu esse teste como mais intenso e disse que o resultado não é diretamente comparável ao de seu teste de notebooks com Windows, embora tenha usado o mesmo brilho de tela. Já uma reportagem de lançamento atribuiu à Lenovo uma estimativa máxima de até 12,5 horas. A estimativa declarada e o resultado do teste são medições de naturezas distintas.
Integração com celular e tarefas de desenvolvimento
Para testar a integração com celular, a PCWorld usou um Google Pixel 10 Pro XL atualizado para Android 17. A configuração exigia que os aparelhos estivessem próximos, com Bluetooth ligado e conectados à mesma rede Wi-Fi; também era preciso ativar os serviços de dispositivos conectados.
O Cast My Apps abre aplicativos do celular no notebook, enquanto o Continue On permite retomar tarefas como a navegação em uma página. No teste de Hachman, os dois recursos abriram em uma janela horizontal; jogos pareceram lentos e foram exibidos de forma insatisfatória, enquanto uma página da web foi retomada nessa janela.
Em uma resposta a usuários, Mishaal Rahman, representante do Google, afirmou que o Googlebook não oferecia transmissão de chamadas do celular para o notebook naquele momento e que uma notificação sugerindo o contrário estava errada. Na mesma discussão, Rahman disse que a seleção manual do monitor principal fazia parte de melhorias de configurações de telas conectadas previstas no roteiro do produto.
Relatos individuais também descrevem uso do ambiente Debian para tarefas de desenvolvimento. Proprietários disseram ter usado Python, git e SSH, além de executar servidores Next.js e ferramentas de linha de comando. Um deles relatou que sessões do Terminal podiam ser encerradas durante tarefas em segundo plano e que precisou configurar o tmux para gerenciá-las. Para colar texto no Terminal, a combinação relatada foi Ctrl+Shift+V.
Relatos sobre o nível de preto da tela OLED
Alguns proprietários relataram pretos acinzentados ou elevados na tela OLED; outros disseram não perceber o problema. Mishaal Rahman afirmou que a equipe de engenharia havia identificado a causa e trabalhava em uma correção. Esses relatos descrevem experiências distintas, não um resultado padronizado para todas as unidades.