O julgamento de uma ação contratual iniciada pela Qualcomm contra a Arm começou em Delaware em 5 de outubro de 2026. Em 6 de outubro, o processo ainda estava em andamento. A Qualcomm acusa a Arm de descumprir o contrato; a Arm nega a violação.
O que cada empresa sustenta
A Qualcomm alega que a Arm reteve ferramentas necessárias para testar chips e divulgou à imprensa uma ameaça de rescisão de licença feita em 2024. A empresa afirma que a conduta prejudicou negociações comerciais.
A Arm contesta as acusações e os danos alegados. Entre os pontos questionados está o possível prejuízo relacionado a uma negociação com a Meta, que a Arm considera especulativo.
A suspensão de royalties que a Qualcomm pede
A Qualcomm quer suspender por cinco anos os pagamentos de royalties à Arm. Royalties são pagamentos feitos pelo licenciamento de tecnologia; neste processo, a suspensão é um pedido da Qualcomm.
O julgamento com júri corre junto a um procedimento perante a juíza federal Maryellen Noreika. Essa etapa trata de saber se a Arm negociou de boa-fé sobre futuras tecnologias de chips.
Como o processo atual difere do caso da Nuvia
A ação atual não é o processo anterior iniciado pela Arm contra a Qualcomm e a Nuvia, relacionado à licença da Nuvia e ao uso de seus projetos. Os dois casos têm partes, objeto e histórico distintos.
| Processo | Partes e objeto | Andamento em datas específicas |
| Ação contratual atual | Qualcomm contra Arm; inclui alegações sobre ferramentas de teste, divulgação de uma ameaça de rescisão de licença e danos comerciais. | Começou em 5 de outubro de 2026 e estava em andamento em 6 de outubro. A Qualcomm pede a suspensão de royalties por cinco anos. |
| Caso anterior da Nuvia | Arm contra Qualcomm e Nuvia; disputa sobre a licença da Nuvia e o uso de seus projetos. | Em dezembro de 2024, o júri não chegou a um consenso sobre se a Nuvia violou a licença. Em 1º de outubro de 2025, a Qualcomm anunciou uma decisão final favorável à Qualcomm e à Nuvia sobre a reivindicação restante da Arm. |