O simples fato de observar o mundo sem nenhum tipo de assistência nos torna pessoas privilegiadas, mas a tecnologia não para de derrubar barreiras para aqueles que perderam a visão de forma parcial ou total. Um dos últimos exemplos é o Seeing AI, um aplicativo de inteligência artificial desenvolvido pela Microsoft que combina o uso de APIs avançadas com descrições verbais e reconhecimento óptico, cujo objetivo é "ver" por aqueles que não podem fazê-lo.

Seeing AI: Inteligência artificial a serviço de pessoas cegas
Seeing AI

Você visita o parque, e uma mulher lança um disco. Você vai a um restaurante e escolhe o que deseja comer do cardápio. Depois você tem uma apresentação com seus colegas e mergulha de cabeça na sua sessão diária de trabalho. Agora, imagine fazer tudo isso... estando cego. Pense nas limitações, nas dificuldades. O mundo não é pensado para pessoas cegas, e embora sempre haja uma possibilidade de adaptação, nunca é suficiente. No passado, exploramos todo tipo de avanços, desde olhos biônicos até células-tronco, mas são soluções que estão presas entre o "muito experimental" e o "caro demais". Será que existe um meio-termo? Na restauração da visão talvez não, mas há algo que pode ver pelos outros, ou pelo menos, esse é seu objetivo principal.

O aplicativo leva o nome de Seeing AI, um desenvolvimento de Saqib Shaikh e seus companheiros na divisão de "Serviços Cognitivos" da Microsoft. Saqib ficou cego aos sete anos de idade, e desde então conheceu diferentes opções de acessibilidade em computadores, mas sempre teve a ideia de um sistema capaz de descrever o que acontecia ao seu redor, a qualquer momento. A demonstração do Seeing AI nos lembra de outros dois projetos da Microsoft, How Old e o reconhecimento de emoções, já que além de registrar ações e ler texto, também pode descrever as características gerais de uma pessoa e seu estado de ânimo. Seeing AI é compatível com smartphones e com os óculos inteligentes Pivothead.

O Seeing AI teve um espaço relativamente limitado na abertura da conferência BUILD 2016, mas sem dúvida queremos ver mais sobre essa plataforma. Além disso, creio que várias das novidades antes mencionadas ficam em segundo plano diante do potencial de algo como o Seeing AI...

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