Todos sabemos que a Nintendo é muito particular na hora de licenciar produtos, mas houve uma colaboração com a Sharp que resultou em uma plataforma mais que interessante: o Sharp Nintendo Television, com design all-in-one integrando TV e console.
A história conta que o Sharp Nintendo Television começou sua aventura no Japão, em algum momento de 1983 (provavelmente depois de julho, mês em que a Famicom estreou) sob o nome My Computer TV C1 («Mai Konpyuta Terebi C1»), enquanto a expressão Sharp Nintendo Television costuma ser usada em referência ao modelo americano, que visitou o Ocidente em 1989.
De acordo com as informações disponíveis, existem quatro variantes desse híbrido. As duas primeiras foram vendidas no Japão: a unidade 14C-C1F era de 14 polegadas e a 19C-C1F era de 19. Já os dois modelos americanos, 19SV111 e 19SC11, usavam um tubo de 19 polegadas. As imagens que você verá a seguir pertencem ao 19SV111.
Uma das características mais importantes da versão japonesa do Sharp Nintendo era o uso de um PPU 2C03, compatível com saída RGB nativa. Além de alguns detalhes de compatibilidade, a interconexão RGB entre o console e o tubo permitia produzir imagens de qualidade extraordinária para a época. Isso tornou o C1/Sharp Nintendo muito popular na imprensa especializada, e a grande maioria dos screenshots publicados em suas revistas foram capturados com esse televisor.
Quando chegou aos Estados Unidos, a Nintendo e a Sharp decidiram substituir o PPU por um 2C02 padrão, sacrificando a qualidade de imagem em favor de uma compatibilidade mais ampla. Ainda assim, o Sharp Nintendo Television era muito superior à combinação tradicional de consoles NES e televisores comuns que dependiam de conexões RCA ou adaptadores RF de desempenho duvidoso.
A última curiosidade do Sharp Nintendo Television está nos seus jogos. A versão japonesa vinha com um multicart 2-em-1 de Donkey Kong Jr. e Donkey Kong Jr. Math. Durante uma década, foi o único multicart oficial da Nintendo para o Famicom no mercado japonês, até que Final Fantasy I & II apareceu em 1994.