Um teste de dois anos conduzido por Roman Hartung (der8auer), segundo reportagem da Tom’s Hardware publicada em 16 de outubro de 2026, apontou que o gálio reagiu com o cobre e formou CuGa2, um composto sólido. A sequência relatada descreve uma transformação química, não apenas a secagem do material.
O que aconteceu ao longo do teste
A amostra estava líquida após uma hora. Aos dois meses, já não havia líquido visível e foram observados cristais; aos dois anos, a condição observada permanecia igual à registrada nessa etapa. Entre as sessões, o conjunto era guardado em uma caixa a vácuo ou preenchida com nitrogênio para evitar oxidação. A placa fria de cobre fazia parte de um bloco de água de aço inoxidável da Thermal Grizzly.
O vídeo de Hartung foi publicado em 15 de outubro de 2026; a Tom’s Hardware publicou seu relato em 16 de outubro.
Por que o gálio reage com o cobre
O composto identificado na reação é o CuGa2: sua fórmula corresponde a um átomo de cobre para dois de gálio. A reportagem atribui ao material uma condutividade térmica de cerca de 100 W/mK e cita aproximadamente 400 W/mK para o cobre. Os cerca de 100 W/mK dizem respeito ao CuGa2 formado, não ao Conductonaut líquido.
A camada de cobre e gálio foi descrita como crescendo cerca de 1 micrômetro por dia até atingir aproximadamente 50 a 100 micrômetros, dependendo da temperatura e da quantidade de gálio disponível. Em um ensaio separado, com gálio puro entre placas de cobre a 70 °C, a camada chegou a cerca de 4 micrômetros após 96 horas.
A reação também pode deixar um resíduo difícil de retirar. Em uma demonstração relatada por Tom’s Hardware, Hartung não conseguiu remover esfregando, com álcool isopropílico ou acetona, a película formada na placa fria de cobre após menos de cinco minutos de contato.
O que muda entre cobre, níquel e alumínio
| Superfície | Interação descrita no teste relatado |
| Cobre | O gálio forma CuGa2, um composto sólido. |
| Superfície niquelada | O produto identificado é NiGa5, também sólido; a camada foi descrita como mais fina do que a formada sobre cobre. |
| Alumínio | Em uma demonstração com uma chapa de 2 mm, o material provocou inchaço após cerca de cinco minutos e fragilidade em até meia hora, depois que a camada de óxido foi rompida. |
As observações sobre cobre, níquel e alumínio são atribuídas por Tom’s Hardware ao teste de Hartung. A demonstração com alumínio é distinta da recomendação de uso da Thermal Grizzly: para o Conductonaut, a fabricante diz para não usar coolers de alumínio.
O que a Thermal Grizzly recomenda para Conductonaut
A Thermal Grizzly descreve o Conductonaut como uma liga eutética que envolve estanho, gálio e índio. A fabricante também informa que o produto conduz eletricidade e recomenda superfícies niqueladas para obter o melhor desempenho a longo prazo. Essas orientações são específicas para o Conductonaut. (Página oficial do Conductonaut)