Segundo uma reportagem publicada em 22 de outubro de 2026, a Xona captou uma rodada Série D de US$ 250 milhões, com avaliação de US$ 2,45 bilhões, e lançou seis satélites para sua rede de navegação Pulsar. A empresa planeja chegar a uma constelação inicial de 258 satélites; a reportagem previa um serviço beta para o início de 2027.
A rodada que financiaria a expansão da Xona
A reportagem atribuiu à Future Ventures a liderança da rodada e um aporte de US$ 78,5 milhões. Também informou que a Xona havia levantado US$ 170 milhões em uma Série C sete meses antes e que o financiamento acumulado da empresa ultrapassava US$ 570 milhões.
O CEO Brian Manning relacionou a nova captação à demanda e ao avanço da fabricação de satélites. Segundo ele, a empresa passou de um galpão vazio no começo do ano para uma fábrica de satélites em funcionamento.
Seis satélites lançados, mas uma constelação ainda planejada
A Xona lançou os seis satélites em um foguete Falcon 9 da SpaceX, numa terça-feira pouco antes da reportagem de 22 de outubro. Quatro deveriam apoiar clientes no futuro, entre eles a Topcon, fabricante japonesa de produtos de posicionamento para agricultura e construção. Os outros dois testavam o projeto de satélite da própria Xona.
A rede Pulsar foi concebida como um serviço comercial de navegação por satélite em órbita baixa, com sinais que a Xona pretende tornar mais fortes e precisão centimétrica. A constelação inicial planejada tem 258 satélites. Esses objetivos são diferentes dos seis lançados: o lançamento marca uma etapa de implantação, não a conclusão da rede.
O GPS, desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos na década de 1970, é um serviço gratuito que opera com satélites em órbita média. A Pulsar, por sua vez, foi planejada como um serviço comercial. A diferença ajuda a entender o modelo da Xona: vender navegação por satélite, em vez de oferecer um novo aparelho de GPS.
O marco anterior atribuído à Pulsar-0
A descrição de um vídeo da Space Capital publicado em 30 de maio de 2026 afirma que o Pulsar-0 transmitiu um sinal de navegação totalmente autenticado a partir da órbita baixa da Terra em junho de 2025. A mesma descrição atribui à Pulsar sinais 170 vezes mais fortes que os do GPS tradicional, satélites até 20 vezes mais próximos da Terra e precisão submétrica em áreas urbanas densas e ambientes internos. São afirmações atribuídas à descrição do vídeo, não medições apresentadas aqui.
A reportagem de outubro de 2026 previa o início do serviço beta no começo de 2027.