O Sol é gigantesco, não há dúvida alguma. Ele representa mais de 99 por cento de toda a massa do Sistema Solar, o que explica seu domínio absoluto sobre tudo o mais. No entanto, também entendemos que o Sol pode ser um verdadeiro anão em comparação com outras estrelas, hipergigantes que desenvolvem milhares de vezes o seu raio. Isso nos leva a uma pergunta inevitável: Qual é a maior estrela do universo?
Para entender a maior estrela do universo, não é má ideia revisar as menores, mais conhecidas como anãs vermelhas. Em média, uma anã vermelha tem cem vezes a massa de Júpiter, e é o tipo mais comum de estrela na Via Láctea. O consumo de combustível nas anãs vermelhas ocorre a um ritmo muito lento, e isso significa que, nos casos mais extremos, elas poderiam existir por dez trilhões de anos (nossos trilhões)
Qual é a maior estrela do universo?
Tal como explica o vídeo do Kurzgesagt, a chave para chegar à maior estrela do universo não é adicionar massa... e sim matá-la. Quando uma estrela começa a esgotar seu suprimento de hidrogênio, seu núcleo se contrai, tornando-se mais denso e quente. Isso quebra o equilíbrio da estrela, vencendo a gravidade e fazendo com que as camadas externas da estrela se expandam. Esse é o destino que espera o nosso próprio Sol, com uma expansão que cobrirá a órbita de Vênus, e provavelmente a órbita da Terra.
Mas as hipergigantes estão em uma escala completamente diferente. Elas são tão grandes que se despedaçam a si mesmas, e perdem massa devido aos ventos estelares. Uma das hipergigantes mais estudadas é Rho Cassiopeiae, tão brilhante que pode ser detectada a olho nu, apesar dos 10.000 anos-luz que nos separam dela. Seu raio é entre 450 e 500 vezes maior que o do Sol, mas tem apenas 40 massas solares.
Agora, quem detém o recorde? Nossas melhores medições apontam na direção de Stephenson 2-18, hipergigante vermelha localizada a cerca de 20.000 anos-luz da Terra. Enquanto uma hipergigante vermelha “normal” possui 1.500 vezes o raio do Sol, o cálculo mais otimista para Stephenson 2-18 alcança os 2.150 raios solares. Uma única órbita à velocidade da luz levaria 8,7 horas, e com o avião mais rápido do mundo, seria uma viagem de 500 anos. Em outras palavras, Stephenson 2-18 pode preencher a órbita de Saturno se a colocarmos no centro do Sistema Solar.
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