Nosso primeiro artigo sobre essa misteriosa console foi publicado em julho de 2015, e muitos duvidaram de sua legitimidade. Pouco tempo depois, comprovou-se que a «Nintendo PlayStation» funcionava sem problemas com cartuchos de Super NES, mas era incapaz de ler algo através de sua unidade óptica. O hardware finalmente chegou às mãos de Ben Heck, que nos mostrou o interior do sistema com todos os detalhes, e após vários meses de testes, ajustes e substituições, o leitor de CD-ROM voltou à vida.

A Nintendo PlayStation volta a funcionar com CD-ROM
Nintendo PlayStation

Um protótipo lendário

É sem dúvida uma das descobertas de hardware mais importantes da década. As histórias de Nintendo e Sony sempre falaram sobre uma tentativa de colaboração que terminou em mal termos, mas todo o trabalho relacionado foi considerado perdido até que Dan e Terry Diebold encontraram um protótipo (ou um kit de desenvolvimento, segundo outros pontos de vista) dentro de uma caixa destinada ao lixo. Quase dois anos depois, a Nintendo PlayStation recebeu o tratamento de uma estrela do rock. Viajou pelo mundo e participou de algumas convenções, no entanto, o desejo de vê-la funcionando por completo nunca se dissipou. Isso fez com que o console chegasse a Ben Heck e sua equipe. Seu trabalho na Nintendo PlayStation foi dividido em várias fases, e desta vez alcançaram o grande objetivo: Restaurar seu suporte de CD-ROM.

O vídeo começa com a análise dos dois DACs integrados e do que parece ser um chip decodificador, mas o primeiro sinal sólido do leitor se manifestou depois que Ben moveu seus cabos flexíveis e substituiu capacitores (algo lógico para qualquer peça de hardware com mais de vinte anos). O próximo passo foi ajustar seus potenciômetros buscando otimizar sua leitura, e carregar dois jogos homebrew feitos em um emulador, Super Boss Gaiden e Magic Floor. Super Boss Gaiden apresentou uma mensagem de erro, e Magic Floor rodou com alguns problemas em seus gráficos.

Ben reportou isso aos desenvolvedores, e deve ser questão de tempo para que apliquem as correções necessárias. Com um acesso mais completo ao hardware funcional, as vantagens são consideráveis. Arqueologia computacional, engenharia reversa, programação… múltiplas forças se combinaram para reparar a Nintendo PlayStation. Estou convencido de que vamos ver muito mais sobre ela.