É óbvio que a IBM já não tem interesse em criar produtos de consumo em massa, mas quando se trata de estudar tecnologias experimentais e antecipar o que nos espera no futuro, é um dos nomes mais respeitados. Suas previsões já são algo bastante comum, e a empresa sempre escolhe essa época do ano para fazê-las. As duas palavras mágicas nas novas previsões da IBM são inteligência artificial, e isso nos ajudará a fazer de tudo: desde a detecção precoce de doenças até uma visão digna de qualquer super-herói.

As previsões tecnológicas da IBM para os próximos cinco anos
IBM

A segunda década do século XXI está chegando ao fim, e os desafios que a espécie humana deve enfrentar são maiores do que nunca. A hostilidade do clima, doenças, superpopulação, poluição, maior demanda por recursos básicos... a lista continua. Mas apesar do que pensam alguns detratores, a tecnologia está do nosso lado. Ela nos torna mais eficientes e mais produtivos. Permite-nos combater condições que décadas atrás eram implacáveis. A comunicação e a troca de ideias se desenvolve de forma quase instantânea. E sem dúvida, o melhor está por vir. A IBM busca ocupar um lugar de privilégio nesse futuro. A gigante azul está convencida de que a chave será a inteligência artificial, e com ela à frente, fez suas previsões para os próximos cinco anos. Vamos ver:

Palavras, uma janela para a saúde mental

O que dizemos é importante, mas como dizemos é ainda mais relevante. O tom, a velocidade, a quantidade e a qualidade das palavras podem transmitir muito sobre a saúde mental de uma pessoa, e a IBM antecipa que, com uma análise cognitiva avançada, será possível detectar padrões de voz e escrita associados a condições como esquizofrenia, psicose, mania e depressão (bipolaridade). A IBM diz que hoje só precisa de 300 palavras para prever a probabilidade de psicose. E em cinco anos? Alzheimer, Huntington, estresse pós-traumático, autismo e TDAH.

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Visão de super-heróis

Nossos olhos só nos dão acesso a uma parte do espectro eletromagnético, embora tenham sido desenvolvidos diferentes dispositivos para ver além (as máquinas de raios X são um bom exemplo). Mas a IBM acredita que, na próxima meia década, a tecnologia de hiperimagem chegará aos nossos dispositivos móveis, habilitando visão infravermelha e de micro-ondas. Também será possível detectar objetos ocultos através da neblina e até reconhecer se um alimento está em condições de ser ingerido.

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Macroscópios para conhecer melhor o nosso planeta

Os microscópios nos ajudam a entender o mundo do pequeno, e os telescópios fazem o mesmo com aquilo que está muito longe, mas e quanto a outras coisas em grande escala, digamos, a Terra? As imagens de satélite são úteis até certo ponto, no entanto, a IBM diz que com novos algoritmos e aprendizado profundo será possível coordenar os dados de bilhões de dispositivos conectados. A Internet das Coisas, transmitindo informações sobre qualidade da água e da terra, agricultura otimizada, a situação sociopolítica de uma região inteira, e mais. Agora, o que precisamos primeiro é uma Internet das Coisas segura e que funcione...

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Laboratórios em um chip

Quando vamos ao médico para um diagnóstico, ele nos pede radiografias, exames de sangue e urina, estudos com sondas, e um longo etc. O problema é que nosso corpo já nos diz o que está errado, e não sabemos ouvi-lo. A IBM está trabalhando em um sistema que pode isolar biopartículas tão pequenas quanto 20 nanômetros de diâmetro, e com uma análise poderá detectar doenças antes que se manifestem. A previsão nos fala de laboratórios completos em um único chip, que combinarão seus dados com sensores e dispositivos inteligentes para criar um mapa geral da nossa saúde e corrigir problemas com antecedência suficiente.

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Sensores para detectar poluição invisível

A chaminé de uma fábrica, um cano de escape, um derramamento... esses são exemplos de poluição muito óbvios, mas os reconhecemos imediatamente porque são visíveis. Imagine todos os vazamentos de gás metano, combustíveis e outras substâncias que arruínam o meio ambiente e não conseguimos detectar. Nos próximos cinco anos, uma rede gigante de sensores inteligentes de baixo custo em terra e a bordo de drones ajudará empresas e agências governamentais a reagir antes que seja tarde demais.

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E acho que é aí que está o ponto. As novas previsões da IBM não falam sobre responder a problemas e desastres depois que eles aconteceram, mas sim sobre prevenção e antecipação. Inteligência artificial, sensores inteligentes e transferência de dados em tempo real serão as principais armas. Teremos que esperar meia década para saber se é verdade...