O duelo dos gigantes dos FPS
A menos que você tenha estado completamente fora da internet nos últimos dias, deve ter se deparado com as duas novidades mais recentes do universo FPS. De um lado, temos Battlefield 1, novo título da DICE e Electronic Arts inspirado na Primeira Guerra Mundial, e do outro, Call of Duty: Infinite Warfare, que assimilou completamente sua tendência futurista, até com batalhas espaciais. Em questão de horas, Battlefield 1 foi elevado ao nível de "salvador", enquanto Infinite Warfare possui agora um dos trailers mais odiados do YouTube. O que está acontecendo?
Um pouco de história
O primeiro Battlefield, conhecido como Battlefield 1942, foi lançado em setembro de 2002. Colocando isso em perspectiva, o Windows XP ainda não tinha completado um ano no mercado quando os jogadores começaram a fazer uma bela bagunça com tanques e aviões em campos de batalha virtuais. Pouco mais de um ano depois, estreava Call of Duty, que muitos viam como um herdeiro espiritual de Medal of Honor, e que entregou (na minha opinião) uma das melhores campanhas para um jogador já vistas em um FPS. Mais de uma década se passou desde que aquelas joias originais viram a luz, e, como era de se esperar, tanto a Activision quanto a Electronic Arts chegaram a limites absurdos para extrair até o último centavo de ambas as franquias. Este ano não será exceção, já que em menos de seis meses veremos dois novos títulos: Call of Duty: Infinite Warfare e Battlefield 1. Comecemos com "Infinite"...
O ódio a Infinite Warfare
Se imaginarmos por um momento alguém que nunca tocou na saga CoD e assiste a este trailer, é provável que encontre vários pontos positivos... mas em apenas dez dias ele se tornou o quarto vídeo mais odiado do YouTube. Básicamente "superou" coisas como "Wrecking Ball" de Miley Cyrus e "Gangnam Style" de PSY, com a enorme diferença de que tem apenas 18 milhões de visualizações. A seção de comentários do YouTube se tornou, sem muito esforço, uma tempestade de ódio, com acusações de querer imitar Star Wars, Halo e Destiny, sem esquecer o superdrama "Activision-Titanfall-Electronic Arts" com processos cruzados de centenas de milhões de dólares... que jamais aconteceram, graças a diferentes acordos fora dos tribunais. Infinite Warfare continuará sendo o saco de pancadas preferido do YouTube por várias semanas, e poderemos jogar na mesa dezenas de razões para tentar justificar um desprezo tão concentrado em tão pouco tempo, mas eu vou ficar com uma: a Activision exige que os jogadores paguem 80 dólares pela Legacy Edition de Infinite Warfare, que inclui a versão remasterizada de Call of Duty: Modern Warfare, vista por muitos como o ápice da franquia. Dito isso, vamos a Battlefield 1:
Battlefield 1: a esperança?
Os números dizem tudo: há muito menos conteúdo no trailer de Battlefield 1. Sua duração não chega à metade do trailer de Infinite Warfare, e mesmo assim tudo indica que ele apertou os botões certos. Executar um inimigo à beira de uma trincheira com uma pá? Combates a cavalo? Armas químicas? De repente, esse perfil selvagem e primordial parece muito mais atraente do que lutar contra drones e robôs (de novo). No entanto, estamos falando da Electronic Arts aqui. O trailer de Battlefield 1 já sugere "jogue primeiro" no Xbox One com assinatura do EA Access, e, no caso da versão para Windows, estou convencido de que será um título exclusivo da Origin, sem mencionar os DLCs, as edições Deluxe, os Season Pass e todas essas coisas horríveis que a EA deve estar planejando. Em resumo, Call of Duty e Battlefield são, neste ponto, como Batman vs Superman, ou os filmes de Michael Bay: no fundo sabemos que são ruins, mas sempre precisam de alguns "Caterpillar" para mover o dinheiro que arrecadam.