Autonomia a bordo e componentes redundantes ajudam a prolongar missões em Marte. A MRO também foi lançada com mais capacidade de bateria e propelente do que o estritamente necessário, segundo uma reportagem da Wired publicada em 27 de outubro de 2026. A mesma reportagem descreveu desafios diferentes: a MRO recebeu um mapa estelar atualizado em 2025, enquanto a quantidade de propelente restante na Mars Odyssey é incerta.

Duas sondas com uma função compartilhada

A reportagem da Wired situa a chegada da Mars Odyssey a Marte em 24 de outubro de 2001. A NASA Jet Propulsion Laboratory (JPL) registra que a Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) chegou ao planeta em 10 de março de 2006.

As duas sondas também retransmitem dados dos robôs de superfície para as antenas da Rede de Espaço Profundo da NASA na Terra. Essa infraestrutura de comunicação acompanha as observações científicas de cada missão: a Odyssey observa o gelo marciano, enquanto a MRO registra características da superfície e ajuda a avaliar locais de pouso e rotas para veículos robóticos.

Como autonomia e redundância ajudam a prolongar as missões

Sondas científicas em Marte podem fazer contato com a Terra apenas uma ou duas vezes por semana, segundo a Wired. Entre essas comunicações, sistemas a bordo precisam manter a nave funcionando. Redundância significa duplicar componentes vitais: se um deles falha, o reserva pode sustentar as operações enquanto a equipe investiga o problema.

A margem de engenharia também conta. A MRO foi lançada com mais capacidade de bateria e propelente do que o estritamente necessário, segundo a reportagem. A Wired relatou em 27 de outubro de 2026 que a NASA esperava que a sonda continuasse operando por mais uma década.

A Wired relata uma atualização do mapa estelar da MRO

Em 2025, engenheiros enviaram à MRO um mapa estelar atualizado, segundo relato da Wired. A sonda compara um catálogo de estrelas com as imagens de sua câmera para se orientar; pequenas mudanças aparentes nas posições estelares afetaram essas referências.

A Wired relata incerteza sobre o propelente da Odyssey

A Mars Odyssey não tem um medidor de propelente que indique quanto resta, segundo a Wired. Por isso, a quantidade disponível é incerta. A equipe adaptou as operações para usar quantidades muito pequenas do material usado nas manobras de propulsão, inclusive nos ajustes de orientação.

O que as observações prolongadas da MRO revelaram sobre Marte

Vídeo de 2016 da NASA JPL, em inglês, com imagens da câmera HiRISE e paisagens marcianas observadas pela MRO.

Em sua retrospectiva de 9 de março de 2016, a NASA JPL informou que a MRO havia enviado à Terra 264 terabits de dados científicos, mais do que todas as outras missões interplanetárias somadas até aquele momento. A JPL também relatou que os seis instrumentos científicos da sonda continuavam produtivos mais de sete anos após o fim da fase científica primária prevista.

Naquele balanço, a câmera HiRISE havia coberto cerca de 2,4% de Marte. A Context Camera (CTX) havia obtido imagens de mais de 95% do planeta, e o espectrômetro CRISM, de quase 98% em vários comprimentos de onda visíveis e infravermelhos. Esses números acompanham o retrato feito pela JPL em 2016.

A longa série de observações permitiu acompanhar mudanças sazonais ao longo de vários anos marcianos. A JPL também descreveu pesquisas sobre possíveis ocorrências sazonais de água líquida, antigos ambientes úmidos, crateras recentes, avalanches, tempestades de poeira e o congelamento e degelo sazonal do dióxido de carbono.