No fim de outubro, Jamie Raskin e Robert Garcia, principais democratas nas comissões de Justiça e de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, pediram a Donald Trump que preservasse prompts enviados a chatbots e as respostas geradas durante funções oficiais ou cerimoniais. A Politico relatou que os parlamentares também solicitaram uma sessão informativa até as 17h de 11 de novembro.

Quais conversas os parlamentares querem preservar

A solicitação relatada abrange prompts e respostas de inteligência artificial ligados a deveres oficiais ou cerimoniais. A Politico citou Grok, ChatGPT e Claude. A EFE também mencionou Gemini e Perplexity e relatou que o pedido poderia incluir conversas de funcionários da equipe de Trump.

A sessão informativa solicitada trataria ainda de políticas de retenção de registros, contratos de chatbots, uso de IA por Trump e medidas de segurança cibernética, segundo a Nextgov/FCW. Um funcionário da Casa Branca disse à Politico que os registros exigidos por lei são preservados.

O que foi relatado sobre a consulta ao Grok

A ABC relatou que Trump perguntou ao Grok, em dezembro de 2025, como os venezuelanos reagiriam à captura de Nicolás Maduro. Segundo esse relato, o chatbot previu que muitos provavelmente comemorariam a queda de Maduro. A pergunta relatada era sobre a reação pública.

A ABC também informou que o planejamento militar estava praticamente concluído no início de dezembro de 2025, que Trump deu a ordem na noite de 2 de janeiro de 2026 e que a operação ocorreu em 3 de janeiro. A cronologia situa a consulta e a operação, sem atribuir ao Grok a escolha de um alvo ou uma decisão militar.

Como a lei trata os registros presidenciais

A lei americana conhecida como Presidential Records Act define registros presidenciais pela relação do material com as atividades oficiais do presidente e de determinados funcionários. Portanto, o uso de um chatbot, por si só, não determina se uma conversa é um registro presidencial. A lei também diz que não confirma, limita nem amplia o privilégio constitucional. Texto da lei nos Arquivos Nacionais dos EUA.

O que a política de privacidade do Grok abrange

A SpaceX Super Intelligence LLC (SpaceXSI) informa que sua política para o serviço autônomo Grok permite coletar prompts, respostas, histórico de conversas e dados técnicos, como endereço IP, tipo de dispositivo e país. A empresa diz que pode usar essas informações para operar e aprimorar o serviço, fazer pesquisas, proteger a segurança e cumprir obrigações legais; funcionários autorizados também podem revisar conversas para finalidades especificadas na política.

A SpaceXSI afirma que é uma empresa separada da X Corp. e que o Grok usado no X segue os termos e a política de privacidade da X. Política de privacidade da SpaceXSI.