Geoffrey Hinton afirmou, em entrevista publicada pelo The Guardian em novembro de 2026, que um incidente ligado à inteligência artificial poderia afetar sistemas elétricos ou financeiros mais tarde naquele ano ou em 2027. Como exemplos hipotéticos, citou um ataque à geração de eletricidade com apoio de IA que provocasse uma queda acentuada no fornecimento e um episódio que interrompesse o sistema financeiro por uma semana.

Que cenário Hinton descreveu

A previsão abrange o restante de 2026 ou 2027. Hinton usou a expressão “Chornobyl” como analogia para uma crise que atraísse atenção política; seus exemplos foram uma interrupção de energia e outra no sistema financeiro.

A avaliação independente que ele propõe

Hinton defendeu que, antes do lançamento de um modelo de IA, as empresas apresentem a uma autoridade independente evidências estatísticas robustas de que ele traria mais benefícios do que danos. A comparação que fez com a agência americana FDA, responsável pela regulação de medicamentos, descreve o tipo de supervisão prévia que propõe.

A NeoTeo já tratou da proposta de avaliação regulatória de modelos de IA antes do lançamento. Na entrevista de 2026, Hinton relacionou essa fiscalização aos riscos que descreveu.

Como as preocupações de Hinton mudaram

Entrevista em inglês da CNN com Geoffrey Hinton, publicada em dezembro de 2025.

Em entrevista ao The New York Times publicada em maio de 2023, Hinton disse que antes imaginava que a IA levaria de 30 a 50 anos, ou mais, para superar a inteligência humana. Mais tarde naquele mês, afirmou à NPR que talvez esse horizonte fosse de apenas cinco anos.

Naquele período, Hinton também apontou como riscos a disseminação de imagens, vídeos e textos falsos, o deslocamento de tarefas rotineiras, as armas autônomas e a dificuldade de controlar a competição internacional. À NPR, mencionou ainda campanhas de desinformação capazes de interferir em eleições.

Em uma entrevista em inglês à CNN, publicada em 28 de dezembro de 2025, Hinton disse a Jake Tapper que estava mais preocupado porque a IA avançava mais rápido do que esperava, sobretudo em raciocínio e na capacidade de enganar pessoas.

Na entrevista de novembro de 2026, Hinton afirmou que ainda esperava ser possível evitar uma catástrofe com um esforço substancial.