Um caso ocorrido no verão de 2026 no condado de San Mateo, na Califórnia, foi divulgado em 2 de outubro: funcionários da Waymo viram imagens de dois adolescentes e chamaram a polícia após suspeitarem de uma arma. O objeto era uma arma de brinquedo que disparava bolinhas Orbeez cheias de água. O episódio põe em foco a tensão entre monitoramento por segurança e privacidade dos passageiros. Os casos e as práticas descritos dizem respeito a serviços nos Estados Unidos.

O caso da Waymo que colocou as câmeras internas em evidência

Funcionários da Waymo acompanharam imagens da cabine durante o episódio e fizeram a ligação para a polícia. A empresa afirma que seus veículos têm tecnologia automatizada capaz de sinalizar a presença de uma arma e que a automação também ajuda as equipes a identificar possíveis violações.

O que Waymo, Zoox e Tesla dizem sobre as câmeras

As descrições das três empresas diferem. Na Waymo, a tecnologia automatizada dá apoio às equipes; no caso de San Mateo, funcionários viram as imagens da cabine. A empresa também orienta que órgãos governamentais sigam procedimentos legais válidos ao solicitar dados.

A Zoox afirma que suas câmeras internas gravam a viagem inteira. A empresa também diz que conversas entre passageiros e funcionários do suporte podem ser gravadas, mas não são salvas.

Documentos do serviço Tesla Robotaxi descrevem um indicador verde na tela central quando a câmera está ativa. Os documentos também dizem que passageiros podem autorizar o compartilhamento de vídeo e áudio da cabine por meio de uma opção no aplicativo. Participantes do programa de acesso antecipado eram incluídos automaticamente no compartilhamento de dados.

Gravar, acessar e compartilhar são questões diferentes

A gravação ocorre quando a câmera capta imagens; o acesso diz respeito a quem pode assisti-las; e a retenção, por quanto tempo os arquivos ficam guardados. Uma câmera pode registrar uma viagem sem que isso, por si só, esclareça quem vê as imagens ou por quanto tempo elas são mantidas.

As três empresas dizem que a análise humana das câmeras internas acontece quando necessária. Também afirmam que dados pessoais, inclusive gravações, podem ser fornecidos a autoridades policiais ou reguladores. Para passageiros, portanto, o indicador de câmera ativa e as opções de compartilhamento descritas para o Tesla Robotaxi abordam aspectos diferentes do uso e da divulgação dos dados.