Em decisão datada de 21 de outubro de 2026, o juiz José Milton Peralta revogou uma absolvição anterior e sancionou um ginecologista de Córdoba, Argentina, por usar óculos Ray-Ban Meta sem avisar a paciente. Segundo o Infobae, a multa foi de $ 900 mil, e o médico também deverá fazer um curso sobre gênero. A ativação dos óculos e a captação de imagens não foram comprovadas, segundo o relato.

O caso separa o uso de óculos capazes de captar imagens da comprovação de que eles tenham sido ativados.

A decisão relatada e as sanções

O médico, identificado como F.B., foi alvo de uma denúncia após uma consulta de preservação da fertilidade em 26 de fevereiro de 2026. O juiz Peralta, do Juzgado de Control y Faltas N° 7 de Córdoba, reverteu a absolvição anterior da Unidad Contravencional de Género, segundo o Infobae.

Além da multa, a decisão determinou que F.B. participe de um curso sobre gênero no Centro Integral de Varones da província de Córdoba. O relato também diz que o juiz citou a Lei dos Direitos do Paciente e o Código de Ética da Associação Médica Argentina. Considerou ainda a assimetria entre médico e paciente durante um exame íntimo como agravante relacionada a gênero.

O uso dos óculos e a gravação

Reportagem em espanhol do eldoce sobre o caso e a explicação atribuída ao médico

Segundo o Infobae, a decisão considerou estabelecido que F.B. usou os Ray-Ban Meta, capazes de tirar fotos e gravar vídeos, sem informar a paciente. A reportagem diz que não ficou comprovado que os óculos tenham sido ativados ou que imagens tenham sido captadas.

O eldoce relatou que o médico reconheceu estar usando os óculos, mas afirmou que as funções de gravação estavam desativadas. Essa versão atribuída a F.B. é distinta da conclusão judicial relatada sobre o que ficou comprovado.

As conclusões sobre as falas e o contato físico

A consulta incluiu um ultrassom transvaginal. Segundo o Infobae, o juiz considerou comprovadas falas atribuídas pela paciente ao médico e as classificou como infantilizantes e desqualificadoras.

A paciente também alegou contato físico inadequado. O relato diz que o juiz considerou insuficientes as provas para estabelecer que esses contatos ocorreram.