A Meta adiou a implementação dos novos Commercial Terms e Self-Serve Ad Terms. A data de 20 de novembro ficou condicionada ao andamento de uma consulta: a empresa disse que adiaria a mudança se as conversas ultrapassassem esse prazo. Durante a consulta, os termos então vigentes continuariam em vigor, segundo a declaração da Meta noticiada pela Reuters.

Como o prazo mudou

A Reuters noticiou em 23 de outubro que a Meta havia transferido a data prevista inicialmente, 30 de outubro, para 20 de novembro. Em declaração publicada pela Reuters cinco dias depois, a empresa afirmou que a consulta poderia passar dessa data e que, nesse caso, adiaria a implementação. Em 2 de novembro, a publicação especializada AdShift informou que a Meta ainda não havia anunciado uma nova data de vigência.

O que a Meta diz sobre os termos

Andy Stone, porta-voz da Meta, disse que a proposta serviria para obter informações corretas sobre produtos à venda em sites de terceiros, para anúncios e recomendações de conteúdo na plataforma. Segundo Stone, o objetivo não era rastrear sites de notícias. A Associated Press publicou essa declaração em 2 de novembro e relatou que ela havia sido feita em 16 de outubro.

A Associated Press também descreveu a redação proposta como abrangendo ferramentas automatizadas capazes de indexar, armazenar em cache, analisar, coletar, recuperar ou rastrear domínios, páginas e URLs associados a contas comerciais. É esse alcance que alimentou a preocupação de editores com a possibilidade de o texto atingir conteúdo além das informações de produtos usadas em anúncios e recomendações.

Ações distintas na Noruega e no Reino Unido

Em 28 de outubro, um tribunal de Oslo suspendeu temporariamente os termos a pedido de 180 empresas de mídia norueguesas, enquanto era feita uma avaliação mais ampla de sua legalidade. No Reino Unido, a Competition and Markets Authority (CMA) abriu uma investigação em 30 de outubro. O órgão disse que exigir que empresas de mídia e outros negócios de conteúdo aceitassem as condições poderia constituir uma imposição de condições comerciais injustas.

A Comissão Europeia afirmou ter conversado com a Meta sobre a proposta e saudou o adiamento. Já os editores noruegueses pediam garantias explícitas de respeito a pedidos para impedir o rastreamento, acordos voluntários separados e pagamento antes do uso de jornalismo em produtos de IA.

O alcance da redação segue em disputa

A Meta apresenta os termos como parte de seus produtos comerciais e publicitários; editores contestam se a formulação limita suficientemente o acesso automatizado a sites ligados a contas comerciais. A discussão se concentra no texto e em seu alcance, enquanto a consulta da Meta e os processos na Noruega e no Reino Unido avançam.