A Síndrome de Fermentação Intestinal ou Automática é uma condição incomum que produz quantidades significativas de etanol por meio de um processo de fermentação endógena no sistema digestivo. Em outras palavras, o corpo fica embriagado sozinho devido à presença de um tipo de levedura no intestino. No entanto, uma equipe médica da Universidade de Pittsburgh detectou uma variante dessa síndrome, que fez uma mulher urinar álcool...
A história conta que uma mulher diabética de 61 anos (cujo nome não foi divulgado até agora) procurou o Centro Médico da Universidade de Pittsburgh buscando um transplante de fígado, depois que outra instituição recusou seu pedido devido a “problemas com álcool”. As autoridades do centro médico a colocaram na lista e, ao mesmo tempo, indicaram o início do tratamento para seu vício.
https://old.neoteo.com/hombre-jugo-por-73-horas-sin-parar/O conflito principal era que a mulher insistia que não tinha bebido nem uma gota de álcool, mas todos os seus exames de urina deram resultados positivos. O caso chegou às mãos da psiquiatra Andrea DiMartini, que solicitou os últimos exames laboratoriais da paciente. Os médicos notaram que a urina continuava dando positivo (com a equipe do laboratório destacando um intenso cheiro “semelhante ao vinho” nas amostras), mas os exames de sangue deram negativo. O que estava acontecendo?
Quando o corpo humano metaboliza álcool, sua eliminação é mais rápida no sangue. Além disso, se a paciente tivesse um problema sério com a bebida, sua urina deveria conter dois metabólitos do álcool, etilglucuronídeo (EtG) e ácido sulfovínico. Os metabólitos nunca apareceram nos exames, e outro detalhe notável é que a paciente nunca apresentou sinais de intoxicação.
Como se não bastasse, os exames revelaram um mistério adicional: hiperglicosúria, que descreve níveis muito altos de glicose na urina... e a presença de levedura. A levedura em questão foi identificada como Candida glabrata, que é encontrada naturalmente no corpo humano, mas também se comporta como patógeno oportunista em pacientes imunodeficientes.
A conclusão dos médicos foi que a hiperglicosúria era produto do seu diabetes descontrolado, e uma colônia de Candida glabrata instalada na sua bexiga estava fermentando o açúcar na urina. O resultado... álcool. Infelizmente, o tratamento para eliminar a levedura falhou (sua diabetes seria a principal suspeita), e o relatório original não diz o que aconteceu com a paciente no final, mas, além de sua raridade, os médicos reconhecem que o caso obriga a estabelecer novos parâmetros para a detecção de álcool na urina, os tratamentos de dependência e os programas de transplante.
Fonte: International Business Times
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