Os fabricantes de discos rígidos publicam todo tipo de informação sobre a durabilidade de seus produtos, mas qualquer estimativa fica pálida diante dos dados das empresas dedicadas a serviços em nuvem. Basicamente, elas consomem discos rígidos como se fossem cartuchos, e a equipe da Backblaze superou, no primeiro trimestre do ano, as um bilhão de horas-disco, por isso têm índices de falhas muito sólidos para relatar.
Comprar um disco rígido deveria ser uma decisão simples, mas as aparências enganam. Guardamos uma grande parte da nossa vida digital neles, e qualquer possibilidade de falha deveria estar num futuro muito, muito distante. O usuário médio pode obter mais horas de um disco rígido voltado ao consumo geral, mas as empresas de nuvem não têm esse luxo. Para elas, as falhas nos discos rígidos são muito mais comuns, e as reposições precisam estar prontas imediatamente, já que o downtime é o inimigo mortal de qualquer negócio online, independentemente do tamanho. Isso nos leva à Backblaze, que desde abril de 2013 acumula uma enorme quantidade de dados sobre a durabilidade de suas unidades. O relatório que publicaram em janeiro de 2014 foi particularmente interessante, mas eles cresceram muito, e durante a semana decidiram compartilhar mais detalhes:
A primeira tabela se concentra em o primeiro trimestre deste ano, exatamente de 1º de janeiro a 31 de março inclusive. A Backblaze explica em um documento especial como calcula o percentual de falhas anuais, o que pode ser enganoso se não observarmos com cuidado. O exemplo do modelo Toshiba DT01ACA300 é contundente: em um total de 47 discos, uma única falha coloca o percentual em 8,63%. Na outra vereda, alguns modelos não registraram falhas no que vai do ano, deixando seu índice em zero (por enquanto). A melhor relação entre quantidade de falhas e número de unidades ativas é do HGST HMS5C4040BLE640, um disco de quatro terabytes e 5.400 rotações. A Backblaze começou o ano com 3.091 dessas unidades, e o índice de falhas é zero. O problema é que não é fácil de encontrar nos dias de hoje. A demanda é alta apesar das 5.400 RPM, e o preço não é tão amigável.
Quando se combinam todos os modelos com todas as capacidades, o estudo de falhas feito pela Backblaze nos diz que os quatro principais fabricantes melhoraram seus números. Isso é especialmente verdadeiro no caso da Seagate, que perfurou os 10,68% no ano passado, e agora avança por 2016 com 3,48%, embora a empresa possua mais do que o dobro de discos. Dois problemas que a Backblaze enfrenta com Toshiba e Western Digital são preço e disponibilidade. No caso da Toshiba, os números finais não são bons mesmo comprando em grandes quantidades, enquanto cada tentativa de adquirir blocos de cinco ou dez mil discos WDC simplesmente fracassou. Em resumo: a Hitachi (HGST) se mantém com conforto à frente em durabilidade, mas a Seagate melhorou muito com a substituição de suas instáveis unidades de 3 TB por modelos superiores.
Nota da redação: É necessário lembrar que a Backblaze utiliza discos de consumo geral, e não de classe 'Enterprise'. Ao mesmo tempo, a Backblaze não recomenda usar seus números como 'guia definitivo de compras'. E como sempre, façam backups.