O Pallas-1, da Galactic Energy, fez seu voo inaugural em setembro de 2026 sem tentar recuperar a primeira etapa. O marco mais recente dos foguetes reutilizáveis chineses, portanto, foi um voo de estreia — não uma demonstração de recuperação. Em 25 de setembro, nenhum estágio chinês recuperado havia voado novamente.
O voo inaugural do Pallas-1
O primeiro voo do Pallas-1 ocorreu em setembro, mas não incluiu tentativa de recuperação. Para avaliar o avanço da reutilização, esse detalhe importa: lançar um foguete, recuperar uma etapa e fazê-la voar outra vez são marcos diferentes.
A recuperação é o retorno de uma etapa após o lançamento. A reutilização operacional exige que o estágio recuperado volte a voar. Até 25 de setembro de 2026, nenhum estágio chinês recuperado havia completado esse segundo voo.
A recuperação terrestre do ZhuQue-3 Y2
Em 19 de agosto de 2026, a LandSpace anunciou que recuperou em terra a primeira etapa do ZhuQue-3 Y2, usando pernas de pouso. A empresa descreveu o resultado como a primeira recuperação bem-sucedida em terra, na China, de um estágio de veículo orbital com pernas de pouso. A afirmação se refere à recuperação terrestre: um teste da família Long March 10 já havia recuperado uma primeira etapa no mar, mais cedo em 2026.
Uma tentativa anterior de recuperação do ZhuQue-3, em dezembro de 2025, terminou em explosão sobre a plataforma. A LandSpace descreve o ZhuQue-3 como um foguete de estrutura de aço inoxidável, movido a oxigênio líquido e metano, com sistemas de recuperação integrados ao projeto.
Recuperar não é reutilizar
A diferença aparece com clareza diante da experiência da SpaceX: até 25 de setembro de 2026, a empresa já havia reutilizado propulsores centenas de vezes. A recuperação terrestre anunciada pela LandSpace e a recuperação marítima atribuída a um teste da família Long March 10 são passos distintos; nenhum deles, por si só, equivale a colocar uma etapa recuperada em outro voo.
Programas diferentes, etapas diferentes
O Pallas-1, da Galactic Energy, o ZhuQue-3, da LandSpace, e a família Long March 10 representam programas distintos. O voo inaugural do Pallas-1 não envolveu recuperação; o ZhuQue-3 Y2 teve uma recuperação em terra; e um teste da família Long March 10 recuperou uma etapa no mar.
A China também desenvolve o Long March 9, planejado com uma primeira etapa reutilizável e planos de longo prazo para reutilizar a segunda. Em 2023, o ZhuQue-2 alcançou a órbita e se tornou o primeiro foguete movido a metano a atingir esse marco.