Quando uma empresa decide descontinuar um produto ou serviço popular, a transição raramente é tranquila. Os usuários reclamam por meses e, em alguns casos, a pressão consegue adiar um pouco a data final, mas mais cedo ou mais tarde a cortina se fecha. O Product Graveyard é um portal que reúne todos esses aplicativos e plataformas aposentados nos últimos anos. Algumas das entradas incluem dados técnicos, a razão da sua «morte» e sugestões para substitutos eficientes.

Product Graveyard: um cemitério virtual para lembrar produtos descontinuados
Graveyard

Lembram do o encerramento do Google Reader? Segundo o gigante de Mountain View, o serviço não tinha usuários suficientes, mas as reclamações não demoraram a se acumular. O Google deu menos de quatro meses para os usuários salvarem seus links, e em 1º de julho de 2013 desligou o serviço. Outro exemplo de grande repercussão foi o Vine. O Twitter parecia ter uma carta vencedora com o serviço, mas a concorrência respondeu com força, os criadores de conteúdo nunca receberam opções de monetização e os problemas internos do próprio Twitter forçaram o encerramento. Obviamente, Google Reader e Vine são apenas dois exemplos; mas se quiséssemos rastrear a maioria desses serviços extintos, por onde começaríamos?

Product Graveyard: um cemitério virtual para lembrar produtos descontinuados
«Não podia criar dois filhos» Muito sutil.

O que o Product Graveyard oferece?

A melhor opção provavelmente é o portal Product Graveyard. Seu banco de dados tem mais de mil entradas divididas em várias categorias, classificadas em ordem alfabética. Os casos mais relevantes têm uma seção especial ("obituário") que explica a causa da morte, detalhes como o tempo de atividade e por que são lembrados. Percorrer a lista completa é uma verdadeira viagem ao passado. Vários desses serviços passaram pelo NeoTeo (Bitcasa é um que me vem à mente), cheios de esperança e determinação, apenas para morder o pó e virar história.

Alternativas para os serviços extintos

Ainda assim, o Product Graveyard oferece uma pequena luz na forma de recomendações para serviços alternativos. Se voltarmos ao exemplo do Google Reader, veremos links para os populares Feedly e Feedwind; já no caso do Vine, basicamente aponta na direção do Instagram e do Snapchat. Os responsáveis pelo Product Graveyard convidam os usuários a compartilhar mais programas aposentados, confirmando seu perfil de «trabalho em andamento». Afinal, o Adobe Flash não morreu (isso acontecerá em 2020, com possibilidade de mudança), e o site sugere como substituto o obsoleto Microsoft Silverlight.

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