Relatos publicados em 8 de outubro de 2026 indicaram que a análise de uma proposta para estender à União Europeia a autorização neerlandesa do FSD Supervisionado da Tesla foi adiada. A próxima consideração foi situada para dezembro, no mínimo. A proposta trata de uma autorização regulatória, não do lançamento de uma atualização de software.

O que mudaria com uma autorização para toda a UE

A proposta busca estender ao conjunto da União Europeia a autorização nacional neerlandesa atribuída à RDW, a autoridade de veículos dos Países Baixos. Essa extensão ampliaria o alcance da autorização para além do país que conduz o processo. O adiamento noticiado mantém a proposta em análise, sem aprovação para toda a UE.

Alemanha apoia a continuidade do processo

Em comunicado de 6 de outubro de 2026, o Ministério Federal dos Transportes da Alemanha afirmou que o ministro Steffen Bilger defenderia a aprovação europeia em prazo rápido. O ministério também apontou questões técnicas e de responsabilidade ainda em discussão. O apoio alemão à continuidade do processo não equivale a uma autorização europeia.

O ministério informou que a Tesla ofereceu chamar o sistema de “Tesla Assisted Driving”, já que “FSD” poderia dar a entender que o carro assume toda a tarefa de dirigir. Também relatou um entendimento discutido com a Tesla segundo o qual o sistema poderia superar em até 10% o limite de velocidade indicado. Esse percentual pertence à posição alemã descrita pelo ministério; não é uma regra europeia geral.

O FSD Supervisionado é descrito como um sistema de assistência à condução SAE nível 2: pode acelerar, frear, esterçar e mudar de faixa, mas o motorista precisa continuar atento e responsável pela condução.

O que os números da avaliação abrangem

A avaliação atribuída à RDW teria durado mais de 18 meses e envolvido 3.000 horas de trabalho, mais de 1.000 testes e 1,8 milhão de quilômetros de dados coletados em pistas fechadas e vias públicas.

Um levantamento posterior, também atribuído à RDW, contabilizou quase 40 mil veículos Tesla e 24 milhões de quilômetros percorridos com o sistema ativo sem incidentes classificados como relevantes. Esse total de atividade não é uma taxa ajustada de colisões. Pesquisadores de segurança viária questionaram se indicadores indiretos — como frenagens bruscas, uso da buzina e das setas — permitem concluir que o sistema reduz acidentes fatais.