Algumas das resenhas de Resident Evil 6 foram brutais. Muitos fãs chegaram a falar sobre a “morte” da franquia, uma expressão provavelmente exagerada, mas que reflete claramente a decepção dos jogadores com certas decisões criativas da Capcom. Mesmo assim, em breve chega a sétima edição de Resident Evil, que também adota o título conhecido no Japão, Biohazard. O rótulo “survival horror” continua lá, mas com uma perspectiva em primeira pessoa; quanto resta da essência original?

Resident Evil 7: de volta ao horror em primeira pessoa
Resident Evil 7

“A forma como sempre penso sobre isso é que se Resident Evil representa uma criança, então os fãs e nós, os criadores, somos seus pais. Os jogos resultantes são como os filhos nascidos de ambos. E assim como os pais na vida real, você nem sempre vai concordar sobre o que é melhor para criar essa criança. Nós ouvimos os fãs, mas não podemos ficar 'amarrados' a eles em cada passo, ou acho que não conseguiremos progredir no desenvolvimento da série.”

Fragmentos selecionados e humilde tradução de uma entrevista que o produtor executivo de Resident Evil 6, Hiroyuki Kobayashi, concedeu ao blog oficial da PlayStation em outubro de 2012 (o texto original está aqui). Apesar de ter vendido mais de seis milhões de cópias, a imprensa especializada declarou que Resident Evil 6 abandonou por completo o “survival horror”, caindo em um excesso de QTEs, e se acompanharmos a visão de Kobayashi... os fãs querem o divórcio. Haverá reconciliação? Isso basicamente depende de Resident Evil 7: Biohazard, que apresentou um novo trailer na Gamescom 2016.

Enquanto você aproveita o vídeo, vamos lembrar que Resident Evil 7: Biohazard é de fato uma sequência direta de Resident Evil 6. Embora o jogador encontre várias referências aos títulos anteriores, nenhum dos personagens clássicos retornará. A diferença mais importante, e de longe a que mais dividiu os fãs, é a mudança de perspectiva. Resident Evil 7 elimina os QTEs, mas se desenvolve em primeira pessoa. A situação do personagem principal é muito delicada: ele precisará de movimentos furtivos, resolução de quebra-cabeças e administração cuidadosa de seus recursos limitados. O gameplay neste trailer segue a linha do famoso formato found footage (algo que se repetirá dentro do jogo na forma de fitas VHS que o jogador poderá reproduzir e jogar como flashbacks), e tudo indica que a senhora com a lâmpada é implacável em sua perseguição.

Conclusões? Nenhuma, já que o jogo chega em 24 de janeiro, mas se tivermos que comparar... nos vêm à mente títulos como Amnesia, Outlast, ou Alone in the Dark se fosse convertido a um FPS (o que, pessoalmente, não deve acontecer jamais). A Capcom sabe que está pisando em vidro com Resident Evil, e esta sétima edição não é exceção. O título já está em pré-venda por 60 dólares, com versões para Windows, PlayStation 4 e Xbox One.

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